Assista nossos Programas

sábado, 2 de maio de 2020

Museu da Casa Brasileira reorganiza programação 2020


 

Devido à pandemia do novo coronavírus, instituição suspende Prêmio Design, adequa programação e disponibiliza conteúdo digital
 

Em decorrência da pandemia do novo coronavírus (covid-19), o Museu da Casa Brasileira, instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, reorganizou sua programação. O MCB decidiu pela suspensão da 34a edição do Prêmio Design e trabalha com a disponibilização virtual de materiais e conteúdos do museu, dentro de sua campanha #MCBemcasa e da plataforma de streaming #CulturaEmCasa.

Frente ao cenário atual, a premiação voltada a design de produtos e trabalhos escritos foi suspensa em 2020. A edição 2021 do Prêmio Design está mantida. “É um projeto de fundamental importância para a instituição e para o universo do design, e será retomado no próximo ano, com a normalização das atividades do museu”, comenta Miriam Lerner, Diretora Geral do MCB.

No atual cenário, o MCB adapta seu conteúdo para o digital, disponibilizando diversos materiais em sua campanha #MCBemcasa e na plataforma #CulturaEmCasa. Entre os conteúdos lançados, há visita virtual, playlists, artigos e atividades em suas redes sociais.

Sobre o Prêmio Design MCB

O Prêmio Design MCB é realizado desde 1986 pelo Museu da Casa Brasileira, instituição cultural que comemora, em 2020, 50 anos. A premiação – a mais tradicional do segmento no país – revela talentos e consagra profissionais e empresas. O Prêmio é dividido em dois momentos principais: o Concurso do Cartaz e, em seguida, a premiação dos produtos e trabalhos escritos. O MCB recebe criações nas categorias: Construção, Transporte, Eletroeletrônicos, Iluminação, Mobiliário, Têxteis, Utensílios e Trabalhos Escritos. As peças são analisadas por duas comissões julgadoras independentes, uma para as categorias de produto e outra para trabalhos teóricos. Por fim, são escolhidos os premiados, divididos entre 1º, 2º e 3º lugares, e as menções honrosas, além dos selecionados que também compõem a exposição. Como resultado do Prêmio Design MCB, o Museu realiza uma mostra com os vencedores e selecionados de cada categoria da edição, que fica em cartaz por cerca de dois meses. 

Museu da Casa Brasileira
Av. Faria Lima, 2705
Tel.: (11) 3032-3727

quarta-feira, 29 de abril de 2020

Fisioterapia pré-operatória online: aproveite a quarentena para se preparar!


A maioria das cirurgias ortopédicas eletivas foram canceladas devido à COVID-19, utilize esse tempo de pausa em benefício próprio


Em tempos de COVID-19, há uma recomendação da Secretaria de Saúde para adiamento das cirurgias eletivas durante a quarentena, ou seja, aquelas que não têm urgência, pois o paciente não corre risco de vida eminente. Com essa medida, além de poupar leitos para pacientes infectados com o novo coronavírus, há uma diminuição considerável na circulação de pessoas em unidades de saúde, dificultando assim o contágio, que é bastante rápido. Pacientes com cirurgias ortopédicas eletivas, como as de quadril e joelhos, foram bastante afetados. “O ideal é otimizar esse tempo de cancelamento, a quarentena, em benefício próprio, se preparar melhor para a cirurgia e ter um pós-operatório mais efetivo. Por exemplo: o paciente irá fazer uma cirurgia e ficará um bom tempo sem exercitar o quadríceps, então, fortalecemos essa musculatura para que ele não perca tanta força no período que ficará parado”, explica Dr. Edson Santiago, Fisioterapeuta Esportivo especialista em musculoesquelética e Pesquisador em Dor.

Esse acompanhamento é bastante indicado, pois as pessoas que necessitam de uma cirurgia reparadora, em sua grande maioria, já buscaram tratamento com fisioterapia tradicional para uma tentativa de cura e não obtiveram sucesso. Quando se programa um tratamento de fisioterapia pré-cirúrgica, o que hoje pode-se fazer online*, o paciente é preparado para ter uma recuperação mais eficaz e com isso, o retorno às atividades cotidianas mais precocemente. Durante a teleconsulta, o fisioterapeuta dá orientações de como realizar os procedimentos fisioterapêuticos, os preparando para a cirurgia e também para realizar os exercícios no pós-operatório de uma forma mais independente. Alguns pacientes, principalmente idosos ou, dependendo da cirurgia feita, podem necessitar do auxílio de outra pessoa, mas, no geral, jovens e adultos conseguem realizar os exercícios sozinhos.

“O atendimento remoto é uma alternativa muito válida neste momento de pandemia, uma opção que tem se mostrado muito promissora e que já aponta como será em um futuro próximo, pois, o paciente conseguirá dar continuidade ao seu tratamento onde quer que esteja, podendo optar por um local calmo, um espaço agradável escolhido por ele, e concluí-lo com menor tempo de locomoção e estresse”, completa Dr. Santiago que já está atendendo online.

* Resolução nº 515, de 20 de março de 2020:

Fisioterapeuta Edson Santiago: CREFITO: 3/199866-F


Dr. Edson Santiago é Fisioterapeuta Esportivo, especialista em musculoesquelética e Pesquisador em Dor pela Santa Casa de São Paulo. Atua também no Centro de Integração Postural - CIP, onde amplia sua especialidade de forma diferenciada e centrada no bem-estar dos pacientes. Ajuda pessoas com dores crônicas, no joelho e quadril, a desenvolverem suas atividades da melhor forma possível, tendo assim, qualidade de vida saudável e livre das suas limitações. Formado pela FMU- Faculdades Metropolitanas Unidas de São Paulo, cursado e especialista em neurociência, é um estudioso incansável sobre a dor crônica. É habilitado no modelo biopsicossocial, que visa estudar a causa ou o progresso de doenças utilizando-se de fatores biológicos, fatores psicológicos e sociais e já atuou no Hospital do SEPACO na área de ortopedia.

segunda-feira, 27 de abril de 2020

Fundo fornece empréstimos com taxa de juros de 1,5% para microempreendedores


Organização abre fundo de crédito e capacitação para microempreendedores de baixa renda afetados pela crise do Coronavírus

Fundo fornece empréstimos com taxa de juros de 1,5%, além de conteúdo de educação financeira; não é necessário ter CNPJ

O impacto que a pandemia do Coronavírus está causando na economia brasileira é enorme, em empresas de diferentes portes e setores. Para os microempreendedores de baixa renda, que dependem de forma imediata da renda do seu negócio, os danos são ainda mais devastadores. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tem hoje mais de 46 milhões de microempreendedores e trabalhadores informais. Para atender a esse público, a Aliança Empreendedora, em conjunto com a Associação Brasileira de Entidades Operadoras de Microcrédito e Microfinanças (Abcred), criou o Fundo Emergencial de Apoio a Microempreendedores.

A iniciativa é composta por um fundo de empréstimos financeiros, com juros baixos, e cursos de capacitação online e gratuitos destinados a empreendedores de comunidades de baixa renda, formalizados ou não, que estão passando por dificuldades por conta da crise do Coronavírus.

“A Abcred é a parceira ideal para esse momento, pois assim como a Aliança Empreendedora, trabalha em rede. Possui 34 instituições associadas distribuídas no Brasil inteiro e principalmente em regiões do interior, uma capilaridade que nenhuma outra organização de microcrédito tem e uma grande responsabilidade na distribuição de crédito”, explica Helena Casanovas Vieira, cofundadora e Diretora de Pesquisa e Desenvolvimento Aliança Empreendedora.

Crédito

O fundo tem duas modalidades: perdido, quando é realizada a doação do recurso aos empreendedores para terem fôlego durante a crise; e fundo com retorno, com taxa de juros de 1,5 % ao mês, bem inferior ao praticado no mercado, que é de 3,9% ao mês. A análise de crédito leva de três a quatro dias e o valor é fornecido via transferência bancária ou cartão pré-pago.

O diretor financeiro da Abcred, Fabio Maschio, explica que a solicitação pode ser feita pelos microempreendedores diretamente com as instituições associadas e não é preciso ter CNPJ. “Os trabalhadores informais serão um dos grupos mais afetados, por isso a facilitação na liberação de crédito para esse perfil de empreendedor é fundamental”, comenta.

As organizações que desejam contribuir e aportar recursos no Fundo Emergencial devem entrar em contato diretamente com Aliança Empreendedora.

Capacitação
Além do crédito, os empreendedores receberão conteúdo de educação financeira, desenvolvido pela Aliança Empreendedora, por meio dos agentes de microcrédito e financeiros. São videoaulas, ferramentas e material de apoio - em uma linguagem acessível, rápida e prática - compartilhados por meios digitais como o Whatsapp e redes sociais.

A capacitação ajudará o microempreendedor de baixa renda a planejar o futuro do negócio de forma consciente. “Saber utilizar o crédito é fundamental em momentos como este que estamos passando e o agente de crédito possui um importante papel nesse momento” destaca Fabio Maschio, Diretor Financeiro da Abcred.

“Com essa parceria vamos conseguir construir conteúdo em conjunto e fazer com que o microcrédito seja mais orientado do que ele tem sido até então”, finaliza a cofundadora da Aliança Empreendedora.

Aliança Empreendedora

Criada em 2005, a instituição faz parceria com empresas, governos e organizações sociais para desenvolver modelos de negócios inclusivos e apoiar microempreendedores que estão em comunidades de baixa renda. A Aliança Empreendedora está em todos os estados brasileiros e concretizou 165 projetos, treinou 134 organizações e apoiou mais de 100 mil microempreendedores no Brasil.

terça-feira, 7 de abril de 2020

CORONAVÍRUS - COMO RECEBER O AUXILIO EMERGENCIAL




Medida do governo federal tem o objetivo de ajudar as categorias de trabalho mais vulneráveis durante a crise econômica causada pelo coronavírus

Os MEIs (microempreendedores individuais), trabalhadores que não têm carteira assinada, autônomos, desempregados e contribuintes individuais da Previdência poderão se registrar para receber o auxílio emergencial de R$ 600 anunciado nesta terça-feira, 7 de abril, pelo Governo Federal. A cidade de São Paulo conta com mais de 770 mil MEIs que deverão consultar a disponibilidade do benefício.

A iniciativa tem como objetivo ajudar as categorias de trabalho mais vulneráveis em meio à crise econômica gerada pela pandemia do coronavírus. A lei federal que cria o auxílio prevê o pagamento por ao menos três meses a trabalhadores de baixa renda sem emprego formal ou com contrato intermitente inativo.

A Caixa Econômica Federal disponibilizou um site e um aplicativo para que os trabalhadores informais, autônomos e MEIs solicitem o auxílio emergencial de R$ 600. Aqueles que já recebem o Bolsa Família, ou que estão inscritos no CadÚnico - Cadastro Único, não precisam se inscrever pelo aplicativo. Para estas pessoas o pagamento será feito automaticamente.






A Caixa Econômica também disponibilizou o telefone 111 para tirar dúvidas dos trabalhadores sobre o auxílio emergencial.


Requisitos para MEIs solicitarem o auxílio

· Ser titular de pessoa jurídica MEI - Microempreendedor Individual;

· Estar inscrito no CadÚnico para Programas Sociais do Governo Federal até o último dia 20 de março;

· Cumprir o requisito de renda média (renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa, e de até 3 salários mínimos por família) até 20 de março de 2020;

· Ser contribuinte individual ou facultativo do Regime Geral de Previdência Social;

Para mais informações, acesse o site do Governo Federal: www.gov.br


Orientações para empreendedores

A Ade Sampa, agência vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho da Prefeitura de São Paulo, está atendendo os empreendedores da capital por meio de telefone, whatsapp e e-mail, tendo em vista que as unidades do Cate e das Subprefeituras estão fechadas.

Pelos canais de atendimento, o empreendedor consegue tirar dúvidas sobre emissão de nota fiscal e outros documentos, além de fazer a formalização do seu negócio como MEI – Microempreendedor Individual.

A Ade Sampa iniciou também uma parceria com o Banco do Povo, programa de microcrédito do Governo do Estado de São Paulo, para realizar o teleatendimento a empreendedores na divulgação da nova linha de crédito de R$ 25 milhões para micro e pequenas empresas enfrentarem os efeitos econômicos da pandemia de coronavírus. A equipe técnica orienta sobre as linhas de microcrédito, condições e processos para cadastramento do pedido de crédito. Já o Banco do Povo será responsável pelo estabelecimento das linhas, análise e concessão do crédito.


Confira todas as orientações que são oferecidas:


· Formalização do MEI - Microempreendedor Individual;
· Declaração Anual do Simples Nacional;
· Alteração de CNAE -Classificação Nacional de Atividades Econômicas;
· Cancelamento do cadastro do MEI;
· Parcelamento do DAS - Documento de Arrecadação do Simples Nacional;
· Emissão da senha Web;
· Configuração de Nota Fiscal Paulista;
· Consulta do CCM - Cadastro de Contribuintes Mobiliários, CCMEI - Certificado de Condição de Microempreendedor Individual e CNPJ
· Orientações sobre linha de crédito do Banco do Povo

Abaixo, confira os contatos dos agentes locais da Ade Sampa:

(11) 94284-6067
(11) 97148-8830
(11) 94548-9513
(11) 99335-0778
(11) 99449-1311
(11) 99708-5130

domingo, 5 de abril de 2020

CORONAVÍRUS: DIREITOS DE QUEM MORA EM CONDOMÍNIO


Para conter a pandemia do coronavírus Covid-19, a Organização Mundial da Saúde (OMS) sugere o isolamento social. Nas ruas, já é possível ver menos carros e pessoas. Mas, e nos condomínios? Todos são obrigados a ficarem dentro da sua casa ou do seu apartamento sem usufruir das zonas de lazer?

Para responder essas e outras perguntas, entrevistamos o advogado Fabricio Posocco, do Posocco & Advogados Associados.

O síndico pode proibir o uso de áreas comuns?

Para qualquer ato de proibição ou limitação nas áreas comuns, a competência decisória é da assembleia. No entanto, a considerar a urgência em algumas ações, o síndico, havendo fundamento jurídico, junto com o corpo diretivo, pode adotar medidas antes da assembleia, que visem resguardar a saúde dos condôminos. Tais medidas, posteriormente, devem ser ratificadas em assembleia.

Então quer dizer que quem toma essa decisão são os moradores?

Em regra, sim. Deve ser convocada uma assembleia geral extraordinária, de caráter emergencial, para discutir medidas de prevenção e de proteção à saúde dos moradores do condomínio.

Como seria essa assembleia?

Por ser uma assembleia de caráter excepcional, em razão da necessidade de decisão urgente, o síndico pode desconsiderar as regras relativas ao prazo mínimo de convocação. A assembleia pode ser feita por videoconferência ou outra ferramenta que permita a troca de mensagens e e-mails. O importante é registrar a participação dos condôminos, sob pena de nulidade de suas deliberações.

O condômino que está no grupo de risco pode ser impedido de utilizar o elevador?

O morador que é médico, enfermeiro ou que atue diretamente no combate ao coronavírus e está por isso no grupo de risco não pode ser impedido de usar o elevador, bem como as demais áreas comuns do condomínio. Essa atitude é ilegal. Ela restringe o direito de uso da propriedade e fere outros direitos fundamentais.

Se não posso impedir o uso do elevador, como prevenir o contágio?

É possível, por medida de segurança, que haja determinação para que o condômino sujeito ao maior risco de contágio, faça uso individual do elevador, proibindo que outro morador compartilhe o mesmo espaço.

Não aguento mais ficar em quarentena. Posso usar a área de lazer?

As áreas de lazer, como academia, quadra esportiva, piscina e brinquedoteca podem ser utilizadas com moderação. Por exemplo, o condomínio pode, em situações bastante específicas, controlar o uso dessas áreas, estabelecendo horários de reserva de uso individual ou uso do núcleo familiar, que já estão juntos na mesma unidade autônoma. Já o salão de festas, o recomendável é manter a proibição completa.

O condomínio pode limitar o número de visitantes?

A visita de pessoas ao condomínio pode ser limitada. Fica, por exemplo, vetada a entrada de visitantes para a realização de festas ou questões que não sejam essenciais. Até o inquilino de locação de curta duração e corretor de imóvel que acessa o condomínio com terceiros podem ser barrados. Embora essa medida seja bastante prejudicial ao proprietário do imóvel e aos profissionais da intermediação imobiliária, ela protege a saúde dos condôminos e das pessoas em geral.

Posso aproveitar a quarentena para fazer obras na minha unidade?

As obras nas áreas comuns ou mesmo nas unidades autônomas devem ser suspensas. Somente devem prosseguir os serviços comprovadamente emergenciais, que se não forem feitos, colocam em riscos os condôminos, como obras estruturais, por exemplo.

Peguei o coronavírus ou fiquei próximo a um infectado. E agora?

O condômino que teve contato direto ou indireto com qualquer pessoa infectada pelo vírus deve restringir ao máximo o uso das áreas comuns e não utilizar as áreas comuns de lazer. É dever do condômino não fazer uso da edificação de modo a prejudicar a segurança dos demais moradores (art. 1.336, IV, Código Civil).

Para os condôminos que possuem os sintomas da Covid-19, recomenda-se quarentena domiciliar.

Se confirmada a doença, o condômino pode informar ao síndico, de modo a restringir ainda mais o uso das instalações e aumentar as cautelas para evitar a transmissão.

O condomínio pode ser responsabilizado por negligência nesse caso de coronavírus?

Sim, porque o condomínio é uma pessoa jurídica de direito privado, representado pelo síndico ou pelo administrador contratado. Logo, se ficar demonstrado que o condomínio não adotou cautelas necessárias, gerando danos aos moradores e aos funcionários, o condomínio pode sofrer ação de reparação de danos.

Durante a pandemia, posso deixar de pagar as taxas condominiais?

Não, porque a obrigação do condômino de contribuir para as despesas do condomínio está prevista no Código Civil. Na eventual impossibilidade de efetuar o pagamento, avise ao síndico e à administradora para negociar a dívida.

Sobre o Posocco & Advogados Associados

O Posocco & Advogados Associados foi fundado em 1999. É um escritório de advocacia full service, com expertise em mais de 47 áreas do direito. Atende o Brasil todo, através de unidades na Baixada Santista, São Paulo e Brasília, e de correspondentes fixados em diversas cidades do país. Entre os serviços mais buscados estão: civil, consumidor/relações de consumo, trabalho, previdenciário, bancário e financeiro, digital, família/planejamento patrimonial e imobiliário. Mais informações em www.posocco.com.br.

sexta-feira, 3 de abril de 2020

Ajude o negócio local: Mestre-Cervejeiro.com opera com serviço delivery

Mestre Cervejeiro
Confira as cidades que estão com unidades abertas e operando com serviço de entrega em domicílio


Em momentos de crise, buscar alternativas para manter o negócio aberto é uma das formas de minimizar o impacto econômico nos pequenos negócios. A Mestre-Cervejeiro.com, maior rede de lojas de cervejas artesanais do Brasil, informa que está operando com lojas abertas e serviço delivery em algumas regiões do país.

As lojas da rede estão estimulando a compra de produtos para serem levados e consumidos em casa, com promoções e facilitadores como drive-thru e serviços de entregas, via aplicativo ou logística própria. Os clientes poderão comprar cervejas artesanais nacionais, importadas e rótulos próprios, além de snacks e acessórios.

Para conter o avanço do Coronavírus, a Mestre-Cervejeiro.com segue as recomendações das autoridades de saúde e disponibiliza álcool em gel nas unidades. Além disso, nas lojas que se mantém abertas foram retiradas as mesas, banquetas e cadeiras evitando os clientes consumam no local. As unidades acabam funcionando, de maneira temporária, exclusivamente como lojas com vendas de produtos para levar pra casa. Máquinas de cartão, telefones, mesas, balcão, cadeiras e ambiente em geral também foram e estão sendo muito bem higienizados para evitar a proliferação da doença.

Live para falar sobre cervejas e temas de mercado

Como forma de se aproximar do público que está em casa, durante a quarentena, a Mestre-Cervejeiro.com organizou lives com Daniel Wolff, CEO e fundador da marca, e convidados. Chamados de Happy Hour Virtual, os encontros acontecem de segunda a sexta feira, às 18h30, e abordam diversos temas, entre eles o impacto do Coronavírus no comércio de cervejas artesanais, o mercado de cerveja artesanal, viagens cervejeiras, degustação de cervejas e muito mais. Na semana do dia 23 a 27/03, entre os convidados estão Alexandre Bazzo, da Bamberg, Richard Brighenti, da Lohn Bier, Estácio Rodrigues, do Instituto Cerveja Brasil, Edson Carvalho, do instagram Viajante Cervejeiro, e Leonardo Sewald, da Cervejaria Seasons. Já estão sendo programados novos temas para a próxima semana. Quem tiver interesse pode acompanhar pelo instagram @mestrecervejeiro.

Confira as unidades abertas

Com o decreto de muitos estados em fechar o comércio, a rede está operando com poucas lojas abertas. As unidades que estão em funcionando e também contam com o serviço delivery são: Boa Vista (RR), Vilhena (RO), Piracicaba (SP), Flamengo, no Rio de Janeiro (RJ), Av. das Torres e Mercês, em Curitiba (PR). A loja do aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), está aberta e funciona sem serviço de delivery.


Boa Vista (RR) > Aberta + iFood e (95) 3623-2825/ 99130-5535/99174-1868/98124-1001
Vilhena (RO) > Aberta + Drive Thru (69) 99938-1165
Piracicaba (SP) > aberta + delivery (19) 3432-1728/99171-2232
Curitiba (PR) - Av. das Torres > aberta + delivery (41) 3365-0055
Curitiba (PR) – Ecoville > aberta + delivery (41) 3072-6901
Curitiba (PR) - Mercês > aberta + delivery (41) 3030-1675/99994-2573
Rio de Janeiro (RJ) - Flamengo > aberta + delivery (21) 2556-7462
Já as unidades que estão funcionando apenas com serviço delivery são:

NORDESTE

São Luís (MA) > (98) 3302-5140/ (98) 98116-0793
Aracaju (SE) > (79) 3302-0326/ (79) 98102-1706
Salvador (BA) > (71) 3271-4901
João Pessoa (PB) > (83) 98805-8063
Campina Grande (PB) > (83) 3099-2910
Juazeiro do Norte (CE) > (88) 99999-0535

CENTRO-OESTE

Cuiabá (MT) > (65) 99946-0086
Sorriso (MT) > (66) 99693-8816
Rio Brilhante (MS) > (67) 99901-0634
Três Lagoas (MS) > (67) 99321-6580

SUDESTE

Poços de Caldas (MG) > (35) 3715-3453
Araraquara (SP) > iFood e (16) 3014-1414/ 99994-9198
Uberlândia (MG) > (34) 99148-1977
São Carlos (SP) > Uber Eats e iFood
Sorocaba (SP) > (15) 99630-3955
Juiz de Fora (MG) > (32) 3303-1900
Vinhedo (SP) > (19) 99112-5389/ 98253-1982
São José dos Campos (SP) > (12) 4102-0721/98303-7906
Vila Velha (ES) > somente pelo iFood e (27) 3072-2000
Ribeirão Preto (SP) > (16) 3236-6430
Guarulhos (SP) > iFood e (11) 2087-3367
São Caetano do Sul (SP) > (11) 3565-7598
Araras (SP) > (19) 99272-0449/99181-3381
Butantã (SP) > (11) 2323-8168/97679-5330
São Bernardo do Campo (SP) > (11) 99240-6261
São Paulo (Butantã) > (11) 2323-8168/97679-5330
Osasco (SP) > (11) 98183-3399

SUL

Cascavel (PR) > (45) 99959-5315
Ecoville – Curitiba (PR) > (41) 3072-6901
Toledo (PR) > (45) 98819-7903
Florianópolis (SC) > (48) 99112-2516/98825-3711
Foz do Iguaçu (PR) > (45) 99152-0737/3017-2300
Paseo Zona Sul - Porto Alegre (RS) > (51) 3024-4003
Blumenau (SC) > (47) 98814-0459
Lages (SC) > (49) 3018-1838/99946-1679
Caxias do Sul (RS) > (54) 3538-3631/ 98127-3636
Trend Mall Boutique – Porto Alegre (RS) > (51) 3573-3003 / 99236-2304


Sobre a Rede Mestre-Cervejeiro.com

A Mestre-Cervejeiro.com é a maior rede de lojas de cervejas artesanais do Brasil, com mais de 60 unidades abertas em todo o país. A marca surgiu em 2004 como site de conteúdo e consultoria especializada em cervejas e em 2009 inaugurou sua primeira loja física em Curitiba (PR). Além do catálogo com mais de 3.500 rótulos de cervejas artesanais, nacionais e importadas, a rede também disponibiliza snacks selecionados, presentes e acessórios.

sábado, 28 de março de 2020

Prefeitura de São Paulo abre 720 vagas em enfermagem para Hospital de Campanha do Anhembi

Cate e Ade Sampa realizam pré-seleção on-line para empresa que gerenciará unidade voltada a pacientes com coronavírus

A Prefeitura de São Paulo abriu neste sábado, 28 de março, processo seletivo on-line para mais 720 vagas na área de enfermagem, sendo 504 para técnico de enfermagem e 216 para enfermeiro hospitalar. As inscrições encerram nesta segunda-feira (30), às 14h, ou até o preenchimento das vagas para os profissionais que irão trabalhar por 90 dias no hospital de campanha que está sendo construído no Complexo do Anhembi. Para se inscrever é necessário acessar o site www.tinyurl.com/hospitalanhembi e anexar o currículo atualizado.

Em virtude da urgência na contratação dos profissionais, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho disponibilizou, além dos técnicos do Cate – Centro de Apoio ao Trabalho e Empreendedorismos, analistas da Ade Sampa – Agência São Paulo de Desenvolvimento, para a análise dos currículos na primeira fase e encaminhamento para a entidade gestora do hospital, que realizará prova e entrevista presencial.

“Na primeira seleção, finalizada sexta-feira (27), em menos de 24 horas recebemos mais de 1.800 inscrições. Além dessas novas oportunidades, ainda existem vagas remanescentes para fisioterapeuta hospitalar, técnico de farmácia, técnico em gasoterapia e oficial de manutenção”, explica a secretária de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, Aline Cardoso.

Será exigida a formação completa em níveis técnico e superior em enfermagem e pelo menos seis meses de experiência na área hospitalar.

Durante o processo seletivo será informado o salário, benefícios e horários de trabalho para as equipes a serem formadas.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Maria-Fumaça em Campos do Jordão é opção para fugir da folia no Carnaval


Passeio terá ampliação dos dias de operação e funcionará de 21 a 25 de fevereiro.


Neste carnaval, a Estrada de Ferro Campos do Jordão (EFCJ) ampliará os dias de operação da Maria-Fumaça para oferecer ainda mais opções aos turistas que preferem fugir da folia e aproveitar passeios mais tranquilos nos dias de descanso.

As viagens serão promovidas nesta sexta-feira (21) com saídas às 13h, 15h e 17h e de sábado (22) até a terça de carnaval (25), às 11h, 13h, 15h e 17h.

O passeio é realizado em um vagão de passageiro de 1912, totalmente reformado, puxado por uma locomotiva à vapor de 1927. O embarque é realizado na estação Emílio Ribas, em Campos do Jordão e percorre um trecho de 4 km, entre as vilas Capivari e Abernéssia, tradicionais bairros da estância climática. O tempo total do percurso de ida e volta é de 30 minutos e cada viagem tem capacidade para até 64 passageiros. Os bilhetes custam R$ 23 e podem ser adquiridos nas bilheterias da ferrovia. Crianças com até 5 anos de idade, no colo de um acompanhante, não pagam. Não há reserva de passagens.

Mais informações sobre outros passeios da EFCJ, endereços e telefones de suas bilheterias podem ser consultadas no site www.efcj.sp.gov.br.

Locomotiva a vapor é tema de aniversário de 7 anos de jordanense


Se engana quem pensa que a paixão por trens antigos é reservada para os adultos entusiastas ou profissionais da área. Em Campos do Jordão, Cauã Augusto, 7 anos, se encantou tanto quando viu pela primeira vez a Maria-Fumaça da EFCJ que saía correndo ao lado dela, algumas vezes por mais de 400 metros, sempre que ouvia ela apitar. Logo, conseguiu andar como passageiro do trem e hoje sonha em ser maquinista.

Seu pai, Jhonatan, conta que o menino não tem nenhum parente ferroviário. Seu gosto por trens começou com o filme Expresso Polar e o desenho Thomas e Seus Amigos. Morador da vila Abernéssia, próximo à ferrovia, Cauã pediu para que o tema de seu último aniversário fosse a locomotiva a vapor. Ele virou referência e inspiração entre os amigos, que sempre que veem um trem lembram dele e agora também querem trabalhar na ferrovia.









Serviço

MARIA-FUMAÇA
Dias de operação: sexta (21), sábado (22), domingo (23), segunda (24) e terça (25).
Horários: sexta às 13h, 15h e 17h; sábado, domingo, segunda e terça às 11h, 13h, 15h e 17h
Local de embarque: estação Emílio Ribas
Trajeto: entre as estações Emílio Ribas e Abernéssia (4 km)
Duração: 30 minutos (ida e volta)
Tarifa: R$ 23

domingo, 22 de dezembro de 2019

Especialista oferece dicas para alavancar a carreira em 2020



Estar sempre disponível para aprender e encontrar formas de se diferenciar são fundamentais para conquistar essa meta, destaca Alexandre Slivnik


Crescer dentro de uma empresa requer uma série de pequenos detalhes. Entre eles estão questões comportamentais, relacionamento com colegas e clientes, ótimo desempenho e excelentes resultados. O desafio, na verdade, é identificar quando se está superando as expectativas da sua liderança.

Alexandre Slivnik, especialista em recursos humanos, diretor da Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD) e especialista em excelência em atendimento pela Universidade de Harvard, diz que para ter mais chance de alcançar uma boa posição no seu trabalho é importante ter um bom entendimento dos objetivos da organização que atua. “Além do relacionamento com a equipe e os líderes, é preciso ajudar a empresa a prosperar de todas as maneiras, seja ajudando os colegas em processos mais difíceis, sugerindo mudanças que podem ser positivas e realmente ter ações que se conectem com o propósito da empresa”, aconselha.

No entanto, além da boa vontade e alta produtividade, é essencial buscar a opinião dos chefes para que eles possam apontar qualidades e defeitos que possam ser desenvolvidos e, dessa forma, criar ainda mais oportunidades de subir de cargo ou até mesmo ganhar um aumento.

Slivnik reforça que em uma empresa, o colaborador é parte de uma equipe e por isso, não há como vencer sem que o time todo vença. “E isso serve para todas as profissões e cargos. As pessoas necessitam canalizar suas energias e esforços para o sucesso coletivo. Para isso, é necessário solicitar o feedback dos líderes e até para outros colegas, que podem dizer como o trabalho desempenhado vem contribuindo para o dia a dia do cumprimento das tarefas e metas. Nós evoluímos quando ouvimos as pessoas que estão ao nosso redor, por essa razão é importantíssimo solicitar opiniões e buscar conversar com as pessoas e não apenas esperar que elas cheguem até você”, aponta Alexandre.

O especialista explica que não existe uma hora certa para fazer isso e pode ser de maneira informal, durante um café ou após uma reunião. “O ideal é ter uma conversa esclarecedora sobre os pontos que podem ser melhorados e também os aspectos em que o colaborador está indo bem”, indica o especialista.

E uma das principais funções do líder, segundo Alexandre, é justamente identificar as forças dos funcionários para que eles possam desenvolvê-las ainda mais para realizar trabalhos excepcionais. Já para o colaborador, é necessário saber ouvir e aplicar as dicas para conseguir boas chances de crescimento dentro em um ambiente corporativo. Ter autonomia é um grande diferencial: executar as tarefas de antemão, sem que seja solicitado é algo notável.

As principais dicas de Slivnik são estar sempre disponível para aprender e encontrar formas de se diferenciar. “Saber quais são os objetivos da empresa em que trabalha, as ações que levam a esses propósitos de maneira mais rápida, e ajudar as pessoas que estão ao redor para que elas também alcancem esses metas irão colaborar para impulsionar a carreira dentro da empresa e conquistar a tão sonhada promoção”, finaliza. 



Alexandre Slivnik é reconhecido oficialmente pelo governo norte americano como um profissional com habilidades extraordinárias (EB1). É autor de diversos livros, entre eles do best-seller O Poder da Atitude. É diretor executivo do IBEX – Institute for Business Excellence, sediado em Orlando / FL (EUA). É vice-presidente da Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD) e diretor geral do Congresso Brasileiro de Treinamento e Desenvolvimento (CBTD). É membro da Society for Human Resource Management (SHRM) e da Association for Talent Development (ATD). Palestrante e profissional com 19 anos de experiência na área de RH e Treinamento. É atualmente um dos maiores especialistas em excelência em serviços no Brasil. Palestrante Internacional com experiência nos EUA, ÁFRICA e JAPÃO, tendo feito especialização na Universidade de HARVARD (Graduate School of Education - Boston/ EUA). www.slivnik.com.br




sábado, 28 de setembro de 2019

Empreendedorismo social, o trabalho com propósito

Marcus Nakagawa, um dos
 palestrantes do FestQuali, o maior
festival de qualidade e inovação do Brasil.
Por Marcus Nakagawa


O movimento da sustentabilidade e da responsabilidade social vem avançando desde o final dos anos 90 no Brasil graças às atividades das organizações não governamentais, das empresas e de associações com foco nestes temas. Premiações, revistas, encontros, palestras e seminários vêm movimentando um grupo de pessoas que já está chegando em sua terceira ou quarta geração. Sim, os profissionais pioneiros destas atividades no país estão passando sua sabedoria para aqueles mais novos, que agora trabalham nas grandes empresas e organizações de impacto.

Estes pioneiros acabaram trilhando um processo de mostrar e engajar pessoas da economia tradicional para uma argumentação com propósitos sociais e ambientais. Tiveram que utilizar pontos como melhoria na imagem, gestão de riscos, aumento de mercado, entregas sociais e ambientais aos acionistas ou ainda um retorno à sociedade dos lucros conseguidos pelas tradicionais empresas. O debate sempre foi acirrado para verificar qual era o foco principal, ou foco único, no caso o financeiro para a maioria das empresas.

Mas afinal, como podemos juntar este tal trabalho com propósito? Antigamente as pessoas iam trabalhar nas empresas tradicionais para ganhar dinheiro e pagar as contas, às vezes, realizando ações não muito éticas, e no fim de semana atuavam como voluntário em uma ação beneficente para uma igreja, ONG ou projeto ambiental.

Nos anos 80 e 90, o movimento do empreendedorismo social também cresceu no Brasil com os profissionais que montavam uma associação e juntavam competências para melhorar um problema social ou ambiental. Estas organizações ficaram conhecidas e estes empreendedores acabavam abdicando do seu trabalho formal para se dedicar, exclusivamente, aos projetos de impacto. À época, a organização Ashoka financiava os empreendedores a fim de que pudessem viver para realizar o projeto, como se fosse um salário ou como chamam agora de capital semente.

Esta definição de empreendedor social veio de Bill Drayton, pois coloca que é aquele profissional que aponta tendências e traz soluções inovadoras para problemas sociais e ambientais, seja por enxergar um problema que ainda não é reconhecido pela sociedade ou vê-lo por de uma perspectiva diferente.

Hoje, o tema tem sido colocado como os empreendimentos de impacto social, que nada mais é qualquer organização que esteja melhorando, transformando ou trazendo inovações para esses problemas. Resolvendo um problema do mundo, do país, do estado, da cidade ou mesmo do seu quarteirão onde seu produto ou serviço impacte positivamente e melhore algo. Algumas empresas tradicionais também estão mudando ou criando serviços e produtos específicos para entrar nesta onda positiva.

Muhammad Yunus, ganhador do Nobel da Paz, criador do banco Grameen, também cunhou um outro conceito, o de negócio social. Ele considera que existem dois tipos de empresas sociais: a empresa cujo foco é proporcionar um benefício social ao invés da maximização dos lucros para os proprietários e as empresas que visam a maximização dos lucros e pertencem a pessoas pobres ou desprovidas de recursos.

Nesse caso, o benefício social consiste no fato de que todos os dividendos e o crescimento do capital social produzido pela empresa servirão para beneficiar essas pessoas, ajudando-os a reduzir a pobreza ou até mesmo sair dela completamente.

O nosso país também é rico deste tipo de empreendedores. E para mapear isso o Projeto Brasil 27 buscou um caso de empreendedorismo social em cada um dos estados brasileiros. No site do projeto http://www.projetobrasil27.com.br é possível assistir e ler cada passo dessa jornada.

Uma organização que está difundindo o tema desde 2004 é a Artemisia, que potencializa este tipo de negócio. O mote dela é exatamente o que se coloca neste artigo: “entre ganhar dinheiro e mudar o mundo, fique com os dois”. Existem vários programas de aceleração que ajudam na formatação do modelo de negócio, acesso a rede de mentores, capacitação da equipe e conexão com investidores, gestores e parceiros. A Artemisia já acelerou mais de 100 negócios e capacitou outros 300 e atualmente possui uma parceria com o Facebook, que levou esta consagrada metodologia para a Estação Hack – primeiro centro de inovação do Facebook no mundo. Outra organização que também vem trabalhando com o tema é a NESsT, que já investiu em 32 negócios sociais que melhoraram a vida de 117 mil pessoas, mais de US$ 2,2 milhões investidos no Brasil e na região do Cone Sul.

O ICE - Instituto de Cidadania Empresarial é a organização que vem promovendo a temática e tem reunido o ecossistema da inovação social, bem como investido no trabalho de mobilização de professores de universidades e num trabalho de criação e desenvolvimento de propostas de políticas públicas. O Instituto coloca que temos muitas dificuldades e problemas no Brasil, que estes empreendimentos sociais têm que ter a missão explícita de gerar benefícios sociais e/ ou ambientais, ao mesmo tempo, que tenha resultados financeiros positivos e de forma sustentável. Essas organizações podem assumir formatos legais diferentes como: associações, fundações, cooperativas ou empresas. Porém, precisam necessariamente ter o propósito de gerar impacto socioambiental explícito na sua missão, ter uma lógica econômica que permita gerar renda própria, ter uma governança que leve em conta os interesses dos investidores, clientes e comunidade e que tenham e mensurem seus impactos constantemente.

A Força Tarefa de Finanças sociais, grupo que tem na sua diretoria membros do ICE e do Sitawi Finanças do Bem, e seus parceiros mapearam o ecossistema numa pesquisa realizada pela Deloitte. No sistema colocaram como as partes: organizações/ indivíduos que ofertam o capital para o negócio de impacto iniciar ou potencializar; aquelas organizações que demandam o capital e são as executoras dos processos de impacto social; e as organizações que intermediam o processo de impacto, sejam elas oferecendo serviços de avaliação de impacto, recursos financeiros, conhecimento, entre outros. Neste documento denominado “Pesquisa de Intermediários do Ecossistema de Finanças Sociais e Negócios de Impacto” os autores deixam bem claro os diferentes públicos existentes e os mecanismos de fomento e alocação de recursos, como os que vêm por meio da filantropia, crowdfunding, microcrédito, fundos sociais, entre outros.

Muitas organizações como o SEBRAE e a ONU se juntaram para fazer uma premiação para o desafio sobre a gestão e uso das águas. Este Camp de Ecoinovação foi lançado no Fórum Mundial da Água de 2018 (realizado em março), buscando ideias e que startups desenvolvessem soluções para melhoria das águas. A empresa AMBEV está com uma aceleradora e também está recrutando novos negócios que já estejam em funcionamento para juntos buscarem soluções para os seus desafios: gestão da água, agricultura sustentável, embalagem circular, mudança climática e empreendedorismo. A Coca Cola também lançou um desafio para que os cientistas do mundo inteiro pesquisem e busquem informações para um produto que tenha gosto de açúcar, mas que seja mais saudável. O Google faz um desafio anual para inovações sociais e premia ONGs que mais se destaquem como inovadoras. E na cidade de São Paulo, no bairro da Vila Madalena, está em pleno funcionamento o Civi-Co, um cooworking (espaço de trabalho compartilhado) que congrega várias empresas de negócios de impacto social e oferece cursos, eventos e palestras sobre o tema.

Para estruturar estes negócios de impactos sociais, várias pesquisas já foram desenvolvidas. A apuração da Pipe Social de 2017, por exemplo, mostra que, dentre os 579 negócios mapeados, 70% das organizações já estão formalizadas e 40% do total tem menos de 3 anos de fundação. Sobre as questões de gênero, 58% tem como seus fundadores apenas homens e 20% apenas mulheres, o restante é misto. A pesquisa ainda mostra uma concentração na região sudeste com 63% e na soma da região norte e nordeste somente 11%, expondo, ainda, a disparidade das necessidades versus os projetos e negócios de impacto social. Como área de impacto social, ou seja, temas nas quais os empreendedores sociais estão trabalhando, fica com 38% o tema da educação, seguido de 23% tecnologias verdes, 12% cidadania, 10% saúde, 9% finanças sociais entre outros. Com isso, é possível observar como prioridade o que o nosso país realmente está precisando. Para se ter uma ideia, 35% dos pesquisados ainda não faturou, 31% faturou no último ano até R$ 100 mil reais e apenas 7% faturou acima de R$ 2,1 milhões, mostrando que o movimento ainda está no começo, se comparado às empresas tradicionais ou ao mercado global.

Como observado, o movimento está crescendo, porém, precisa de mais pessoas, recursos, pesquisas e educação sobre o tema. Muitas vezes buscamos empreender, ter um propósito, mas não cuidamos do nosso quarteirão e nem mesmo do vizinho. Este empreendedor social precisa começar, primeiramente, com o que tem de mais próximo: ele mesmo. Certamente o autoconhecimento é fundamental até para acharmos qual é o nosso propósito e qual o problema do mundo queremos resolver, talvez este seja o passo inicial para o empreendedorismo social. Para aqueles que estão começando com este tema, coloquei aqui sete passos para refletirem antes de criar a sua organização de impacto social.

Problema do mundo


É muito importante que o empreendedor social entenda qual é o problema do mundo que ele tentará resolver, transformar, modificar ou mobilizar pessoas. Para isso é necessário muito estudo, pesquisa para entender as causas e os efeitos que este problema possui e, com isso, definir o ponto principal de mudança. Sendo realista e com dados quantitativos.

Causa

Com o problema definido, é agora a hora da construção da causa para que outras pessoas se engajem e que faça sentido para possíveis compradores e doadores do tema. A causa terá que ser algo compreensível para todos os públicos e será o grande chamariz da organização.
Público-alvo

Um público principal deverá ser escolhido. E mais do que escolhido, muito bem pesquisado, nos seus mínimos detalhes. Seja ele o público beneficiário ou o público indireto que também será trabalhado pela organização. A mudança ou transformação neste público pode ser a principal causa da organização.

Lucrativo ou sem fins de lucro

A organização que o empreendedor social está montando poderá ser lucrativa ou não. Se for lucrativa poderá ser uma empresa de impacto social que divide os lucros entre os sócios e acionistas ou ser uma empresa social que não divide os lucros e só os reinveste na própria organização. Ou ainda poderá ser uma organização sem fins de lucro, mais conhecida no Brasil como ONG ou Fundação. Ou ainda, uma cooperativa com pessoas de baixa renda cujos lucros serão divididos entre os cooperados.

Modelo de negócio

Mesmo as organizações sem fins de lucros precisam desenvolver um modelo de negócios que literalmente pague as contas. Sejam elas dos custos fixos ou das despesas ou ainda recursos para o projeto final que beneficie o público-alvo. Este modelo de negócio para as empresas sociais é necessário ter uma rentabilidade e boa alocação dos recursos. Além, óbvio, de ter muito bem desenvolvido como funcionará a organização para chegar ao seu objetivo final.

Engajamento e comunicação

O engajamento e comunicação com todos os públicos envolvidos é fundamental, seja ele o público interno (funcionários), o público atendido, o governo, a mídia, outras organizações sociais, os investidores etc. Muitas organizações só conseguiram o sucesso graças ao engajamento de todos pela causa.

Seja feliz

Se você “recebeu o chamado” para esta empreitada precisa entender que não é um peso e sim uma oportunidade para ter um real sentido para a sua existência neste planeta. Portanto, seja feliz com esta nova caminhada que, com certeza, será muito mais árdua do que os caminhos tradicionais. Porém, tenha certeza de que você deixará um legado para as próximas gerações. Muhammad Yunus coloca para que você faça tudo com felicidade!

Assim, escolhemos se queremos criar e/ou administrar uma ONG, fundação, um negócio social, de impacto social ou uma cooperativa. Organismos jurídicos que serão instrumentos para sua missão organizacional e propósito pessoal de vida. Ao invés de ficar só reclamando, vamos sair da inércia e transformar a realidade?

Marcus Nakagawa é professor de graduação e MBA da ESPM e um dos palestrantes do FestQuali, maior festival de qualidade e inovação do Brasil.

Sobre o FesQuali:


Data: de 11 a 14 de novembro de 2019
Endereço: Escola de Engenharia da UFMG - Avenida Presidente Antônio Carlos, 6627
Pampulha - Belo Horizonte/MG - CEP 31.270-901