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segunda-feira, 26 de julho de 2010

Sono irregular nas férias pode trazer problemas metabólicos a crianças

Segundo médico do Darcy Vargas, é recomendável que a criança durma em ambiente tranqüilo e comece “ajustar os ponteiros” para a volta às aulas

Além de passear e de brincar, para muitas crianças as férias escolares significam também o relaxamento da rotina, sobretudo do horário dedicado ao sono. Segundo Paulo Plaggert, neurologista do Hospital Infantil Darcy Vargas, ligado à Secretaria de Estado da Saúde, a falta de um período regular de descanso pode desencadear problemas metabólicos, a exemplo de crises de dor de cabeça.
“A falta de horário para dormir nas férias atrapalha a vida de uma criança, pois pode levar a não realização de todas as refeições diárias, o que não é bom para o organismo infantil”, afirma Plaggert. Segundo o médico, a tendência é dedicar em média 8 horas para o sono. Entretanto, o ideal é que a criança durma um período suficiente para o descanso.
Além disso, maus hábitos familiares podem prejudicar a qualidade de sono infantil. Plaggert recomenda manter um ambiente tranquilo, onde a criança não divida o quarto com os adultos, não durma na mesma cama dos pais e nem fique com a televisão ligada ou a luz acesa até tarde da noite. “As determinações de regras e de limites são essenciais para um filho”, ressalta.
A fim de garantir a volta às aulas sem consequências indesejadas, a exemplo do déficit de atenção que pode comprometer o rendimento escolar, Plaggert orienta que os pais reservem de uma semana a 10 dias para realizar a readequação da rotina das crianças. “O ideal é adiantar gradativamente a hora de dormir e de acordar até chegar ao horário regular de sono em período escolar”, finaliza.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Exercícios físicos na infância

Nesta fase, correr e pular brincando é mais importante que competir

Crianças e adolescentes podem e devem praticar exercícios e atividades físicas, porém, há de se prestar atenção a alguns aspectos importantes. Na idade pré-escolar, que compreende dos três aos sete anos, a criança pode participar de atividades que envolvam saltos, corridas e caminhadas. De acordo com Jafferson dos Santos, tecnólogo em Medicina Esportiva da Prolab - Centro Diagnóstico Cardiológico, esportes como futebol, vôlei e capoeira fazem com que as crianças desenvolvam a lateralidade e o equilíbrio. A partir dos seis aos dez anos, é possível a aprendizagem de novas habilidades motoras. Santos acrescenta que durante a infância devem ser priorizadas as atividades que tenham elementos lúdicos, para que os exercícios físicos se tornem prazerosos.
Estudos apontam diversos benefícios da prática de exercícios físicos na adolescência. Recomendam-se atividades como caminhadas, corridas e ciclismo sejam praticadas pelo menos três vezes na semana. Além disso, ajudar nas tarefas domésticas e praticar jogos ou brincadeiras mostra-se importante. "Adolescentes que praticam exercícios dormem melhor, em função do aquecimento corporal provocado pela atividade física. Além disso, os que se exercitam têm mais auto-estima, maior cuidado com a aparência física e possuem uma qualidade de vida melhor", explica o profissional.
É importante atentar para os cuidados que os pais e professores dever ter na atividade física das crianças: os riscos estão mais ligados a lesões musculares, que, como a estrutura óssea, ainda não está bem formada. "Correr e praticar atividades esportivas nesta fase deve estar relacionado à brincadeira, e não devem visar performance", completa Santos.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

"Vovô virou uma estrelinha"

O que se deve ou não falar com as crianças quando o assunto é Morte?

Poucos assuntos afligem mais os pais do que ter que falar sobre morte com seus filhos pequenos. O tema ainda é tratado como tabu em muitas famílias, que para evitar que a criança sofra com a perda de algum parente ou amigo, usa de vários artifícios para justificar sua ausência. Tal comportamento é criticado por psicólogos e psicopedagogos que afirmam que os pais devem tratar o assunto com naturalidade e, principalmente, sempre dizer a verdade a seus filhos.

Segundo a pedagoga e psicóloga Maria Grupi, a morte só é impactante para aqueles adultos que não tiveram a oportunidade de trabalhar estas questões quando crianças. Para ela, a melhor forma de abordar o assunto é explicando às crianças sobre o ciclo da vida. "As crianças precisam aprender que todos os seres vivos, sejam bichos, plantas ou homens morrerão um dia para dar lugar a outros seres vivos", afirma.

Leia abaixo respostas da psicóloga Maria Grupi para algumas questões:

. É correto afirmar que apenas as pessoas mais idosas morrem?
Não. É importante que a criança entenda quais motivos levam uma pessoa à morte: velhice, uma doença de difícil cura ou um acidente. Uma criança pode morrer também? Pode, mas deve-se frisar que isto é algo muito raro.

. E para a pergunta "para onde as pessoas vão depois de mortas?". O que responder?
A explicação para esta questão deve acompanhar a crença de cada um. Há os que acreditam na ressurreição e na vida eterna (céu), os que crêem na reencarnação e também os que acham que a morte é o fim. Se o pai não tem uma crença definida, isto também deve ser dito à criança. Falar que virou uma estrelinha é adiar o problema, já que, no futuro, os pais serão questionados sobre isso pelos filhos, que ao saberem que foi uma história inventada, passarão a não mais confiar nas respostas dadas pelos pais.

. A criança deve ser levada a um velório?
As crianças devem, sim, ver como é um velório e um enterro. Não há a necessidade de ficar muito tempo nestes eventos, mas devem saber e ver o que acontece nestes momentos, sempre da forma mais tranqüila e respeitosa possível.
No caso de alguém muito doente, também é importante que a criança faça visitas regulares, a fim de ter a oportunidade de acompanhar a evolução da doença. Assim, os pais terão um aliado, no caso de um futuro falecimento, que é a própria observação da criança.

. Como vivenciar o luto?
A saudade da criança por alguém que morreu deve ser tratada como algo absolutamente normal pelos pais, assim com a vontade de chorar quantas vezes quiser. Todos devem viver o luto profundamente.