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terça-feira, 21 de julho de 2026

Música lírica ocupa o Centro de São Paulo e reforça a revalorização cultural da região



Levar a música lírica para além dos tradicionais teatros e aproximá-la do público é uma das propostas do Viva Arouche Casarão Multicultural, que recebe, no próximo dia 25 de julho, às 16h, o recital Lírica Viva Arouche, uma iniciativa que alia excelência artística à revalorização do Centro Histórico de São Paulo.



Instalado em um casarão histórico na Rua do Arouche, o espaço vem se consolidando como um importante polo de cultura, convivência e gastronomia, contribuindo para devolver vida, movimento e novas experiências a uma das regiões mais emblemáticas da capital paulista. A realização de concertos, exposições, apresentações teatrais e encontros culturais reforça o papel da arte como instrumento de transformação urbana e de fortalecimento da economia criativa.



O recital será apresentado pelo Grupo Encontro Lírico, que preparou um repertório composto por árias de óperas, musicais e canções de diferentes estilos e idiomas. O público poderá apreciar obras de grandes compositores, como Georges Bizet, Kurt Weill, Waldemar Henrique, entre outros, em uma apresentação pensada tanto para os apreciadores da música erudita quanto para quem terá o primeiro contato com esse universo artístico.

No palco estarão as sopranos Luciene Weilland, Diana Victória e Suzana Miranda, o tenor Rubens Gianotti Pimentel, a pianista Isabela de Carvalho e a bailarina de flamenco Tânia Matahari, proporcionando um espetáculo que reúne música, interpretação e dança.

A iniciativa reafirma que a música lírica pode e deve estar presente em espaços acessíveis à população, democratizando o acesso à cultura e formando novas plateias. Ao ocupar um equipamento cultural instalado no coração da cidade, o recital também evidencia que o Centro de São Paulo continua sendo um território de encontro, diversidade e produção artística.

Mais do que um concerto, o Lírica Viva Arouche representa um convite para que paulistanos e visitantes redescubram o Centro por meio da cultura, fortalecendo iniciativas que valorizam o patrimônio histórico, incentivam o turismo cultural e estimulam a ocupação qualificada dos espaços públicos e privados da região.

Serviço

Lírica Viva Arouche
📅 25 de julho (sábado)
🕓 16h
🎟️ Ingressos: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia)
Viva Arouche Casarão Multicultural
📍 Rua do Arouche, 126 – Centro de São Paulo
🚇 Próximo à Estação República do Metrô.

sexta-feira, 22 de maio de 2026

Malbec COT é a aposta da Boca a Boca Vinhos para harmonização ideal no Dia do Hambúrguer



Para celebrar o Dia do Hambúrguer, em 26 de maio, a Boca a Boca Vinhos sugere um rótulo que transforma a experiência à mesa: o Vinyes Ocults Malbec COT 2023 (R$ 180). Elaborado pelo método de maceração carbônica, técnica ainda pouco explorada na Argentina, o vinho apresenta uma interpretação mais leve, aromática e que eleva a uva Malbec. A proposta é servi-lo levemente gelado, destacando seu frescor e tornando a harmonização com hambúrgueres ainda mais interessante. O vinho também conquistou 93 pontos no Guia Descorchados, uma das publicações mais respeitadas da América Latina.

A acidez marcante ajuda a equilibrar a gordura da carne e dos queijos, limpando o paladar a cada mordida. Os taninos macios acompanham a textura do hambúrguer sem sobrepor sabores, ao contrário de tintos mais intensos, que podem deixar a carne com sensação metálica ou ressecada. Seu corpo leve cria uma harmonização equilibrada e descontraída, ideal para combinações com cheddar, bacon e molhos mais intensos.

A maceração carbônica também contribui diretamente para esse perfil gastronômico: o processo realça notas frutadas, deixa o vinho mais suculento e fácil de beber, resultando em uma experiência versátil à mesa.

Sobre a Boca a Boca Importadora


Fundada em janeiro de 2018 por Juliana Hage e Franco Giorgiutti, a Boca a Boca Importadora nasceu da paixão do casal pelos vinhos argentinos e do desejo de apresentá-los ao exigente consumidor brasileiro. Juliana, brasileira, reúne experiência em marketing e eventos, além de formação como sommelier pelo Le Cordon Bleu Paris, Ecole de Vin Paris e certificação WSET 3. Franco, argentino, contribui com um olhar profundo sobre o terroir e a diversidade vitivinícola de seu país.

O nome Boca a Boca surgiu como uma brincadeira, refletindo o desejo de crescer de forma orgânica, conquistando clientes pela qualidade dos rótulos e pelo atendimento próximo e personalizado. Hoje, a importadora boutique oferece uma curadoria exclusiva de vinhos argentinos e planeja expandir seu portfólio com rótulos biodinâmicos, naturais e de outros países. Os preços variam entre R$ 130 e R$ 520.

domingo, 29 de março de 2026

Exposição de Renato Pinto ocupa o Hotel Nacional Inn Jaraguá e reafirma o Centro de São Paulo como polo cultural

Renato Pinto em seu ateliê - Foto: Divulgação


De 30 de março a 27 de abril, o tradicional Hotel Nacional Inn Jaraguá, no coração do Centro de São Paulo, recebe a exposição do artista plástico Renato Pinto, conhecido como Repinto, sob curadoria do jornalista e produtor cultural Maurício Coutinho. A mostra integra o movimento crescente de valorização cultural da região central, aproximando arte, turismo e desenvolvimento econômico.

Reconhecido por sua trajetória sólida e consistente, Renato Pinto construiu, ao longo de décadas, uma carreira marcada por centenas de exposições no Brasil e no exterior. Suas obras já percorreram países como Inglaterra, Estados Unidos, Japão, Alemanha, Holanda, Canadá, Suíça, China e Coreia, consolidando seu nome no cenário internacional das artes plásticas. No Brasil, integra importantes acervos institucionais, como a Pinacoteca do Estado de São Paulo e o Museu de Arte Moderna (MAM), além de coleções públicas e privadas.

Nascido em São Paulo, em 1958, Renato demonstrou desde a infância uma habilidade artística incomum. Iniciou formalmente sua formação em 1973, na Escola YMMAJ de Artes, e ao longo dos anos foi aprimorando uma linguagem própria, marcada pela intensidade cromática e pela expressividade urbana. Sua produção é amplamente reconhecida por críticos e especialistas como uma obra madura, sensível e tecnicamente refinada, capaz de traduzir a alma da cidade em telas vibrantes.

Ao longo da carreira, acumulou prêmios importantes, incluindo medalhas de ouro, prata e bronze em salões de arte, além de troféus e honrarias concedidos por instituições renomadas. Foi destaque em eventos tradicionais como o Salão Paulista de Belas Artes e recebeu reconhecimento da crítica especializada, com participações em exposições coletivas e individuais desde a década de 1970.

Um dos aspectos mais marcantes de sua obra é a relação profunda com o Centro de São Paulo. Renato transforma ruas, edifícios e personagens urbanos em protagonistas de suas telas, revelando uma cidade pulsante, viva e em constante transformação. Seu olhar artístico resgata a memória e, ao mesmo tempo, projeta novos significados para o espaço urbano.

A curadoria de Maurício Coutinho reforça esse conceito ao propor uma exposição que dialoga diretamente com o território onde está inserida. O Hotel Nacional Inn Jaraguá, ícone da hotelaria paulistana, torna-se palco de uma experiência cultural que ultrapassa as galerias tradicionais e se conecta com o cotidiano da cidade.

A iniciativa reflete uma tendência crescente no turismo urbano: a integração entre cultura e economia. Bares, hotéis, restaurantes e espaços comerciais do Centro vêm assumindo papel fundamental na difusão artística, contribuindo para revitalizar a região e atrair visitantes em busca de experiências autênticas.

Mais do que uma exposição, a mostra de Renato Pinto se apresenta como um manifesto artístico. Um convite para enxergar o Centro de São Paulo não apenas como espaço de passagem, mas como território de criação, memória e identidade.

Ao reunir arte, história e ocupação urbana, o evento reforça a importância de iniciativas que promovam o acesso à cultura e valorizem artistas com trajetória consolidada. Em um momento em que o Centro se reinventa, exposições como essa reafirmam seu papel como um dos principais polos culturais do país.

A exposição é gratuita e aberta ao público durante o período, consolidando-se como uma oportunidade para moradores, turistas e amantes da arte conhecerem de perto a obra de um dos artistas mais expressivos da cena paulistana contemporânea.


Serviço

Expo "São Paulo em Movimento"
Artista plástico Renato Pinto
Instagram: @renatopintorepinto1
Vernissage em 30.03, segunda, as 18h

Período da exposição:

De 30 de março a 27 de abril
Hotel Nacional Inn Jaraguá
Rua Martins Fontes, 71
Visitação Gratuita
Info: 11.99803.9796 - Maurício Coutinho


sábado, 1 de fevereiro de 2025

Animativa promove roda de conversa sobre a escrita no mundo digital na volta às aulas

Crédito: Yuri Zoubaref


Evento trouxe debates sobre o futuro do ensino e a tecnologia



Com a proximidade do período de volta às aulas, a Animativa, uma das maiores indústrias do mercado papeleiro, e a Francal, empresa responsável pela execução da Escolar Office, realizaram a roda de conversa “A Escrita no Mundo Digital: Como Inspirar o Estudo Infantojuvenil”, abordando reflexões importantes sobre o papel da escrita no aprendizado das novas gerações.

O evento contou com a presença de dois convidados renomados: o professor Rafael Belli, pedagogo clínico e educacional, e Luciana Ramos, Head de Produtos da Francal.

A roda de conversa foi uma oportunidade valiosa para troca de ideias, aprendizado e inspiração. Rafael Belli destacou: Conhecer e compreender a visão de mundo do seu aluno e o que ele consome como entretenimento, é fundamental para criar estratégias que sejam significativas para incentivar os estudos

Já a Luciana Ramos apresentou uma visão aprofundada sobre o mercado papeleiro e como ele pode atender às necessidades do público infantojuvenil. “Temos a preocupação de que as marcas e os expositores e todas as ações desenvolvidas na Escolar Office Brasil estejam alinhadas às práticas pedagógicas aplicadas em salas de aula. Entendemos que essa sinergia auxilia o trabalho dos educadores, bem como materiais e ações que estimulam à escrita, como também a leitura. Ter esse momento de debate junto à Animativa é importante para ratificarmos o nosso compromisso, em sermos catalisadoras para a criatividade e para o aprendizado proativo”, destaca Luciana.

Para finalizar a dinâmica, foi realizada uma oficina de lettering com Adriana do Vale de Morais, que trouxe uma abordagem prática e criativa sobre a escrita e suas possibilidades, encantando os participantes. Já que o tema é a importância da escrita e uso muito este tema nas minhas oficinas, quero propor aos participantes relembrar como nos comunicávamos antigamente usando papeis de carta da Animativa e escrevendo uma carta para alguém muito querido, os sentidos expressos através das letras no papel faz com que os neurônios funcionem de forma diferente no nosso cérebro, eles repartem as informações da escrita em diferentes locais do cérebro armazenando de forma eficiente e não deixando que possamos ter futuras doenças como o “ Alzheimer (DA) é um distúrbio neurodegenerativo que causa a perda progressiva de função mental” teclarmos botões não é novidade para o cerebro e o deixamos ao longo do tempo preguiçoso, a escrita estimula os neurônios a armazenam as informações de forma constante conforme temos o hábito da escrita de forma continua em nossa rotina, fora a criatividade que é estimulada também ).

Para o gerente de marketing da Animativa, Rodrigo Amaral, o evento teve como objetivo fomentar debates significativos: “Queremos mediar discussões sobre como a escrita e a educação podem caminhar lado a lado, mesmo em um mundo cada vez mais digital. Nosso objetivo é incentivar soluções inovadoras para um aprendizado mais eficiente e inspirador para as próximas gerações”.

Animativa: inovação e cultura no mercado de papelaria

Em 2024, a Animativa segue sua trajetória de crescimento como a terceira maior empresa de papelaria do Brasil, investindo em um portfólio diversificado e inovador. A empresa tem apostado fortemente no licenciamento de marcas, ampliando parcerias com nomes como Larissa Manoela, Manual do Mundo, Moranguinho e Pixar. Essa estratégia une tendências de consumo ao universo cultural e de entretenimento, criando produtos que se conectam ao cotidiano escolar de forma única.

Com essa abordagem, a Animativa reforça seu compromisso em oferecer produtos de alta qualidade e em fortalecer laços com consumidores e varejistas, consolidando-se como um dos principais players do setor papeleiro.

Sobre a Animativa

A Animativa está entre as maiores indústrias do mercado papeleiro, com atuação nacional e internacional, e vem ampliando o portfólio nos segmentos de educação, entretenimento e corporativo. Com gestão e governança estruturadas para o crescimento no longo prazo, a empresa é sediada em Catanduva (SP) e conta com mais de 400 colaboradores. Recentemente, fez investimentos para modernizar e expandir o parque industrial, promover a digitalização e estratégias de marketing. A Animativa visa ser a marca mais desejada e conectada com os consumidores.

Mais informações: www.animativa.com.br.

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*Preços sujeitos a alteração de acordo com a data e estoque



sexta-feira, 11 de outubro de 2024

Prêmio REVISTA PAULISTA: Celebrando Mulheres Notáveis


CENTRO DE SÃO PAULO EM DESTAQUE

CONVITE - Prêmio Revista Paulista - Edição 2024

Apoiando a revalorização da região central paulistana, venha participar gratuitamente da entrega do Prêmio REVISTA PAULISTA para Mulheres de Destaque de nossa Sociedade, durante a Feira de Brechós Colméia.

Dia 19 de Outubro, das 14 as 18 horas

Entrada Franca - Brechó Colméia

Largo do Arouche, 438

Próximo do metrô República

Haverá ainda a apresentação do Coral Mix, com a Maestrina Emily  de Souza, números do mágico Mr. Bright e dança espanhola com a professora Ilde Gutierrez e suas alunas da Terceira Idade


Conheça a Revista Paulista: Home - Revista Paulista


sábado, 17 de agosto de 2024

O último adeus a Silvio Santos: O eterno mestre do entretenimento




Por: Claudia Souza

Na madrugada deste dia, 17 de agosto de 2024, o Brasil acordou mais triste. Silvio Santos, o inesquecível comunicador, empresário e ícone da televisão brasileira, faleceu no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, aos 93 anos. A notícia da partida de Silvio Santos deixa uma lacuna imensa no coração dos brasileiros, que ao longo de décadas aprenderam a amá-lo como parte de suas próprias famílias.

Senor Abravanel, conhecido por todos como Silvio Santos, nasceu no Rio de Janeiro em 12 de dezembro de 1930. Filho de imigrantes judeus, sua história de vida é um verdadeiro exemplo de superação e empreendedorismo. Desde cedo, demonstrou seu talento nato para a comunicação, começando como locutor de rádio e nas ruas do Rio de Janeiro, onde vendia canetas para ganhar a vida. Foi essa habilidade para cativar o público que o levou a uma carreira de sucesso inigualável.

A trajetória de Silvio na televisão começou na década de 1960, quando ele fundou o "Programa Silvio Santos", um programa de auditório que se tornaria um dos mais populares da TV brasileira. Com seu carisma, seu inconfundível sorriso e seu jeito único de se comunicar, ele conquistou a audiência de todas as idades. O "Programa Silvio Santos" não era apenas um programa de televisão; era um evento familiar, uma tradição dominical para milhões de brasileiros.

Em 1981, Silvio Santos deu um passo ainda maior ao fundar o SBT (Sistema Brasileiro de Televisão), consolidando sua posição como um dos maiores empresários do Brasil. Sob sua liderança, o SBT se tornou uma das maiores emissoras do país, conhecida por sua programação diversificada e pelo tratamento respeitoso e amigável dado ao público.

Mas Silvio Santos não era apenas um empresário de sucesso; ele era um comunicador nato, que sabia como ninguém entrar nas casas dos brasileiros e fazê-los sorrir. Suas brincadeiras, seus quadros populares, como a "Porta da Esperança" e o "Show do Milhão", e seu jeito irreverente de lidar com o público são lembranças que ficarão para sempre na memória coletiva do Brasil.

Ao longo de sua carreira, Silvio Santos recebeu inúmeros prêmios e homenagens, mas seu maior legado é o carinho e a admiração que conquistou de seu público. Ele não era apenas um apresentador; era um amigo, um membro da família brasileira.

O falecimento de Silvio Santos marca o fim de uma era na televisão brasileira. Sua ausência será sentida por todos aqueles que cresceram assistindo a seus programas, por aqueles que se inspiraram em sua trajetória e por todos que, de alguma forma, foram tocados por seu talento e carisma.

Neste momento de luto, a nação se une para prestar suas últimas homenagens a um dos maiores ícones da história da TV. Que Silvio Santos, o "patrão", descanse em paz, sabendo que seu legado continuará vivo em cada sorriso, em cada lembrança e em cada coração que ele tocou ao longo de sua vida.

Silvio Santos, o Brasil jamais esquecerá de você.

sexta-feira, 31 de maio de 2024

Noite Romântica com Jazz: Gerson Galante Trio Embala o Dia dos Namorados no Gattofiga Pizza Bar


No dia 12 de junho, quarta-feira, o Gerson Galante Trio será a atração especial do Gattofiga Pizza Bar, localizado na Rua Luís Góis, 1625, em uma "Jazz Night" dedicada à celebração do Dia dos Namorados. Para criar o clima perfeito, o saxofonista Gerson Galante, ao lado de Nino Nascimento (baixo) e Luiz Chamis (piano), promete embalar os casais com uma apresentação inesquecível de jazz e samba jazz.

O trio, com sua combinação impecável de técnica e emoção, trará releituras sofisticadas e melodias apaixonantes, ideais para tornar a noite ainda mais especial. Gerson Galante, conhecido por sua maestria no saxofone, se unirá ao talento de Nino Nascimento, que traz o groove e a harmonia no contrabaixo, e ao toque refinado de Luiz Chamis no piano. Juntos, eles criarão a trilha sonora perfeita para celebrar o amor em grande estilo.

Além da música, o Gattofiga Pizza Bar oferece um ambiente acolhedor e intimista, ideal para casais que buscam uma noite inesquecível, acompanhada de uma excelente gastronomia. Não perca essa oportunidade de comemorar o Dia dos Namorados ao som de um trio de músicos excepcionais, em um cenário que combina boa música e romantismo.

Data: 12 de junho (quarta-feira)
Local: Gattofiga Pizza Bar – Rua Luís Góis, 1625
Reservas: (11) 5587-1360

quinta-feira, 27 de abril de 2023

Comitê Escondido apresenta peça Um Memorial para Antígona, que relaciona tragédia grega à Lei da Anistia


Além da obra de Sófocles, o grupo investigou documentos das sessões do Congresso Nacional que debateram a criação da lei. Espetáculo estreia dia 20 de abril no TUSP



Olhar para a lei que inocentou os torturadores da ditadura civil-militar brasileira pelas lentes da tragédia “Antígona”, de Sófocles, é a proposta de Um Memorial para Antígona, do comitê escondido, que estreia no dia 20 de abril, no TUSP – Teatro da USP, onde segue em cartaz até 14 de maio.

O espetáculo tem direção de Vicente Antunes Ramos, que também assina a dramaturgia ao lado de Miguel Antunes Ramos. E o elenco conta com a participação de Danilo Arrabal, Giovanna Monteiro, Julia Pedreira, Joy Catharina, Rafael Sousa Silva, Sheila Almeida e Victor Rosa.

O mito descrito por Sófocles principia com o encontro entre as irmãs Antígona e Ismene na escuridão da noite. Houve uma guerra em Tebas, e Creonte, o governante da cidade, ordenou que o corpo de Polinices – irmão das duas, que marchou contra o governo – não seja sepultado. “Que sua carne seja levada pelas feras e pelos urubus”, ordena o déspota. Quando as irmãs se encontram, já sabem da proibição de enterrar Polinices. Antígona quer desobedecer às ordens e diz que é seu direito. Já Ismene é contrária e responde que a desobediência não vai adiantar.

Esquecer ou enterrar? É a partir dessa oposição entre as irmãs que o espetáculo Um Memorial para Antígona propõe uma reflexão sobre a criação da Lei da Anistia, de 1979. Ao mesmo tempo que perdoa crimes cometidos na luta pela democracia, reintegrando ao jogo político figuras que estavam exiladas e apartadas das discussões da época, o projeto de lei impede – até hoje – a criminalização dos agentes do Estado que praticaram crimes de tortura, sequestro, assassinato e ocultamento de cadáveres na época.

Para criar essa discussão, além da tragédia, o grupo parte de documentos históricos sobre a votação no Congresso Nacional, do voto dos senadores e deputados, dos depoimentos de antigos presos políticos e testemunhos de familiares de militantes mortos e desaparecidos no período. E o trabalho propõe ao público uma reflexão sobre os horrores da ditadura: devemos esquecer e seguir em diante, ou lembrar e enterrar os corpos desaparecidos?

“A peça é sobre memória. Parte da situação ficcional da criação de uma estátua para Antígona, um evento importante, no qual toda a cidade se reúne para rememorar essa personagem, essa história. A questão da construção de memoriais também é central na história do Brasil, na forma como lidamos com os traumas da ditadura militar. Existem pouquíssimos centros de memória no país, ainda mais se compararmos com a Argentina ou o Chile, que tiveram ditaduras próximas a nossa. Isso evidencia uma escolha: a de esquecer para seguir em diante”, reflete o autor Miguel Antunes Ramos.

Com este trabalho, o comitê escondido dá prosseguimento a sua pesquisa cênica em teatro documentário, iniciada em Terra Tu Pátria (2018). Mas aqui todos os documentos que serviram para compor a dramaturgia recebem um tratamento sonoro diferente.

A peça, para o ator Rafael Sousa e Silva, é uma espécie de cantata. “Através do som, buscamos evidenciar outros sentidos, que estão ali, mas que não notamos quando lemos essas palavras. É como se, através do som, a gente pudesse criar fissuras, buracos, e o espectador tem que preencher o que vê e ouve. Trazemos essas palavras à tona, mais uma vez, e essas palavras não são o que esperávamos que fossem, mas aquilo que elas mesmas sabem ser. O som é o modo de ativá-las em cena”, afirma.

Sobre o processo

O processo de criação de Um Memorial para Antígona começou em 2019, e a peça estava programada para ganhar os palcos em março de 2020, mas, por conta da pandemia de Covid-19, a estreia foi postergada. Durante esse tempo, o comitê escondido deu continuidade à pesquisa e criou, em isolamento social, a áudio-peça Antígona Sonora (2021).

“Foi muito duro pra gente ter que parar um processo tão perto da estreia. Ao mesmo tempo, isso permitiu que o projeto amadurecesse. Ainda que distantes, encontramos formas de manter a pesquisa viva. E acho que a peça que vamos estrear agora é muito melhor do que aquela que faríamos em 2020”, comenta o diretor e coautor Vicente Antunes Ramos.

“Acho que o maior mérito do projeto é ter conseguido manter tanta gente junta, por tanto tempo, atravessando esse momento difícil, que foi a pandemia, sem muita perspectiva de futuro. Estrear agora é também um reconhecimento disso. E é totalmente diferente... iniciamos o projeto pensando numa transição política como um ato no futuro, quem sabe quando viria isso. Agora, vamos estrear no início do Governo Lula, com as pessoas gritando ‘sem anistia!’ pelas ruas. Mudou aquilo que pensávamos do trabalho. Mas ele continua 100% atual e necessário.”, completa.

Durante a temporada, todas apresentações de domingo serão seguidas por um debate com convidados que discutirão a Lei da Anistia de 1979 e perspectivas sobre a conjuntura atual. O primeiro debate terá a participação de José Genoino e de Paulo Arantes.

Um memorial para Antígona integra a programação da mostra Teatro Pós-Trauma, que está em cartaz no TUSP e ainda reúne os trabalhos ORESTÉIA.BR, dirigido por José Fernando Peixoto, e Verdade, d’O Tablado, com texto e direção de Alexandre Dal Farra.

Sinopse


A partir da construção ficcional de um memorial para Antígona, o espetáculo discute a questão da pactuação nacional que se deu no Brasil na transição entre a ditadura militar e o período democrático. Em cena, 7 atores manipulam documentos sobre a criação da Lei da Anistia de 1979, ao mesmo tempo em que, através de depoimentos das personagens gregas, contam o mito da Antígona, fazendo com que o mito grego ecoe na história nacional.

Ficha Técnica

Com Danilo Arrabal, Giovanna Monteiro, Julia Pedreira, Joy Catharina, Rafael Sousa Silva, Sheila Almeida e Victor Rosa

Direção: Vicente Antunes Ramos
Dramaturgia: Miguel Antunes Ramos e Vicente Antunes Ramos
Composição sonora: Mariana Carvalho
Desenho e operação de som: May Manão
Colaboração na criação sonora: Eduardo Joly
Cenário: A. Hideki Okutani
Figurino: Sandra Antunes Ramos
Desenho e operação de luz: Matheus Brant
Projeção: Nina Lins e Thais Suguiyama
Participação na criação: Isabela Bustamanti
Produção: Leonardo Birche
Identidade visual: Gabriel Franco

Serviço

Um Memorial para Antígona, do comitê escondido
Temporada: 20 de abril a 14 de maio, de quinta a sábado, às 20h, e aos domingos, às 18h
TUSP – Teatro da USP – Rua Maria Antônia, 294, Vila Buarque
Ingressos: R$40,00 (inteira) e R$20,00 (meia-entrada para estudantes, aposentados, professores da rede pública e artistas)
Venda online em https://bit.ly/ummemorialparaantigona ou na bilheteria 1 hora antes do espetáculo
Classificação: 14 anos
Duração: 90 minutos
Capacidade: 98 lugares
Acessibilidade: O teatro é acessível para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida.


quarta-feira, 3 de agosto de 2022

Aluno do CEUB cria exoesqueleto mecânico para pessoas com deficiência

O projeto acadêmico promete auxiliar na mobilidade e na qualidade de vida desses indivíduos



O universitário Matheus Soares Nascimento desenvolveu um exoesqueleto que busca contribuir com a mobilidade de pessoas com deficiência nos membros inferiores. O aparelho de baixo custo auxilia os deficientes a executarem a marcha humana, minimizando patologias secundárias. O exoesqueleto suporta o equivalente aos membros inferiores de um indivíduo de até 76 kg de massa e 1,8 m de altura. A criação é resultado de um Trabalho de Conclusão do Curso de Engenharia Elétrica do Centro Universitário de Brasília (CEUB).

O estudante, juntamente com o seu orientador, Hudson Capanema Zaidan, montou um exoesqueleto de baixo custo, que simula a marcha humana. O aparelho contribui na acessibilidade de locais e visa a melhoria da qualidade de vida das pessoas com deficiências de membros inferiores. Os exoesqueletos ortopédicos fornecem sustentação e simulam os movimentos do membro, que é automatizado.

De acordo com o universitário, o intuito do projeto é sanar uma parcela das dificuldades que as pessoas com deficiência enfrentam e proporcionar uma melhor qualidade de vida. “Esse dispositivo comanda o movimento dos motores presentes nas articulações do quadril e joelho, por meio de um controle PID digital independente, para cada articulação”, explica.

Com a premissa de desenvolver um exoesqueleto de baixo custo e de fácil reprodução, o estudante utilizou um sistema modular, que assiste desde pessoas baixas às mais altas. O método utilizado consiste em criar uma estrutura que acople ao motor, de modo que tenham três elementos principais: móvel, fixo e extensões. Nesse momento, Matheus está desenvolvendo uma nova versão do equipamento, em busca de produzir ainda mais conforto e funcionalidade para o indivíduo. O próximo passo é criar uma miniature do exoesqueleto para então buscar parcerias para testes com seres humanos.

Para o doutor em Ciências Mecânicas e professor do CEUB de Controle e Servomecanismo, Tiago Leite, a ação de desenvolver equipamentos biomédicos é uma grande batalha dentro da ciência. O especialista afirma que o projeto do Exoesqueleto desenvolvido pelo Matheus dialoga muito com a possibilidade de transformar os conhecimentos adquiridos ao longo do curso de Engenharia Elétrica em aplicações práticas. “Alguns aspectos de estabilização da velocidade e aceleração do exoesqueleto ainda podem ser refinados, mas é inegável que o que já foi feito mostra nossa capacidade de fazer algo novo”, destacou o docente do CEUB.

Cenário mundial


De acordo com estudos realizados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que exista mais de 1 bilhão de pessoas com deficiência no mundo, representando 15% de toda a população, referente ao ano de 2011. Tais dados englobam todos os graus de dificuldades e tipos de deficiência, seja ela auditiva, física intelectual, mental e visual. Apesar dos avanços científicos e das políticas públicas de inclusão, os deficientes físicos continuam enfrentando obstáculos, desde acessibilidade em locais públicos ao surgimento de enfermidade em razão da perda de movimentos dos membros.

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Cidadão bem informado: DPU pede à Caixa Econômica ampla divulgação sobre saque dos valores de PIS/PASEP



Mais de R$23,7 bilhões podem ser sacados pela população


Os profissionais que trabalharam com carteira assinada na iniciativa privada ou atuaram como servidores públicos entre 1971 e 1988 podem sacar o dinheiro das contas do Programa de Integração Social (PIS) e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP). Essa é uma boa notícia para as pessoas que têm direito a esse dinheiro, por isso, a Defensoria Pública da União (DPU) solicitou, nessa segunda-feira (1º), que a Caixa Econômica Federal faça ampla divulgação do assunto.

Em ofício encaminhado à presidente do órgão, Daniella Marques, a DPU pede que seja apresentado um plano de trabalho para que os cidadãos sejam comunicados sobre seus direitos. O documento foi assinado pelo defensor nacional de direitos humanos, André Porciúncula.

Para ele, a Caixa não só deve explicar à população sobre como verificar se há saldo, mas também sobre o que os trabalhadores devem fazer para sacar os valores. “Entendemos que a publicidade feita pela Caixa sobre o assunto até hoje é insuficiente porque muitas pessoas ainda desconhecem esse direito de levantar o valor relativo ao PIS/PASEP”, disse.

Porciúncula alerta ainda que o grande problema da falta de informação é que depois de cinco anos sem o levantamento desses valores o dinheiro será considerado “abandonado” e passará a ser de propriedade da União.

Hoje, estima-se que R$23,7 bilhões estejam parados porque as pessoas não sabem que têm direito ao saque. A DPU quer que a Caixa notifique pessoalmente os beneficiários e herdeiros que tenham direito ao benefício, levando em consideração que a empresa pública possui o nome e o CPF de todos.

Entenda o caso


Desde a Lei 13.932/2019, a Caixa liberou o saque integral do saldo de cotas de todos os titulares de conta individual do PIS/PASEP que ainda têm saldo disponível. Com a Medida Provisória 946/2020, o fundo PIS/PASEP foi extinto e seu patrimônio foi migrado para o FGTS, mas mantidas as contas individuais e a sua livre movimentação a qualquer tempo, até 1º de junho de 2025. Desta forma, as contas vinculadas de titularidade dos participantes do Fundo PIS/PASEP passam a estar vinculadas ao FGTS.

Para consultar o saldo da conta do FGTS originada pela migração do PIS/PASEP o cidadão pode acessar o aplicativo do FGTS; ver o saldo nas agências da Caixa ou utilizar o internet banking da Caixa.

Como sacar cotas do PIS/PASEP?


Todos os participantes cadastrados no Fundo PIS/PASEP que possuam saldo de Cotas do PIS/PASEP podem realizar o saque integral dos valores. Na hipótese de morte do titular, o saldo da conta será disponibilizado aos seus dependentes ou sucessores previstos na lei civil.

As contas vinculadas FGTS originadas pela transferência do Fundo PIS/PASEP poderão ser sacadas pelos mesmos motivos estabelecidos na Lei nº 13.932/2019.

Os valores migrados do Fundo PIS/PASEP para o FGTS não compõem o saldo total do trabalhador para fins de cálculo da parcela anual na hipótese de saque-aniversário e, em caso de demissão do emprego atual, não interferem no cálculo do saldo para fins rescisórios.

Confira o ofício enviado pela DPU.


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sábado, 2 de julho de 2022

ACESA Capuava promove presencialmente 14ª edição do Arraiá D’Ajuda em julho

Com diversas barraquinhas de comidas típicas de festas julinas, o evento terá show da sertaneja Lucyana Villar



Com muita alegria e animação, a entidade realiza a festança no dia 16 de julho, das 17h à meia noite. O Arraiá D’Ajuda da ACESA Capuava, entidade sem fins lucrativos de Valinhos que auxilia pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), deficiência intelectual, deficiência múltipla e surdez, juntamente a suas famílias, volta presencialmente na Fazenda Capuava em sua 14ª edição com muitas delícias típicas desta época e diversão para todas as idades.

Este ano, o evento contará com um show da estrela da música sertaneja Lucyana Villar, conhecida por sua voz marcante e amplo repertório. Além disso, haverá barraquinhas de doces, pastel, sanduíches de pernil, cachorro quente, quentão, caldo de feijão, caldo verde, milho cozido, pinhão, curau e pamonha. Os convidados ainda poderão se divertir com as barracas de boca do palhaço, pesca, touro mecânico, pula-pula e o tradicional bingo.

Entre as atrações, estará também a 501st Legion, uma organização internacional de fantasias Star Wars, dedicada a celebrar o universo dos filmes através da criação, exibição e uso de figurinos que representam os personagens e vilões da saga.

A principal missão da Legião 501 é contribuir para a comunidade local através da caridade e trabalho voluntário em apoio em ações a várias entidades na região territorial, como visitas a hospitais, maternidades, ações que promovem e incentivam a doações e reposição de sangue nos hemocentros , visitas em orfanatos, eventos onde há inclusão social e conscientização sobre deficiência, eventos de cunho esportivos, sociais e filantrópicos e eventos ou workshops onde promovem a causa animal, ciência e tecnologia.

Os convites podem ser comprados com antecedência com os voluntários ou através da ACESA Capuava Store por R$10,00 para adultos e R$ 5,00 para crianças até 14 anos, ou obtidos gratuitamente por idosos, pessoas com deficiência e voluntários da entidade. Já as cartelas para o Bingo Especial também podem ser obtidas pelo site e com os voluntários. Na compra de três cartelas pelo valor de R$ 30,00, o convite para a festa é dado como cortesia.

Para mais informações, acesse o site www.acesacapuava.com.br ou o Facebook ‘ACESA Capuava’ e o Instagram @acesa_capuava ou ligue para 19 98376-0091 e 19 98283-0108.


Sobre a ACESA CAPUAVA



A ACESA CAPUAVA é uma entidade filantrópica de Valinhos-SP que atende pessoas com transtorno do espectro autista, deficiência intelectual, deficiência múltipla e surdez. Fundada em 2002, atua junto à comunidade carente de toda Região Metropolitana de Campinas e é formada por um grupo de profissionais que se uniu com a missão de prestar um serviço de amor incondicional e de cidadania. Todos seus colaboradores acreditam no ser humano, em suas infinitas possibilidades e em sua capacidade de transformar e transcender toda e qualquer condição de vida. Para mais informações, visite www.acesacapuava.com.br , nossa loja virtual www.acesacapuavastore.org.br e página no facebook www.facebook.com/ACESACapuava.


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sábado, 22 de janeiro de 2022

Bem da Madrugada promove primeira ação do ano




2022 chegou e vamos com tudo fazer o bem! O Projeto Bem da Madrugada, que faz parte do Instituto Somando Mais Ações realiza no próximo dia 26, quarta-feira, a partir das 18h, sua primeira ativação de 2022. O encontro acontece na região da Sé.

Nesse dia especial, a ONG reúne todos os projetos do @somandomaisacoes em uma ação especial. Médicos, veterinários, barbeiros, músicos, advogados, psicólogos, fotógrafos, lanchinho e a estreia de novos projetos, oferecendo diversos serviços, além de alegria, alimento, acolhimento e muito muito amor à população em vulnerabilidade.




#euapoioapoprua
#fazeroBemfazbem
#projetovoluntario
#ONG #trabalhovoluntario
#juntandogenteboa
#SomandoMaisAções


O Bem da Madrugada, assim como todas as ativações do Instituto Somando Mais Ações, seguem todos os protocolos de saúde - uso correto de máscaras, aferição de temperatura, higienização constante das mãos, distanciamento, assepsia dos materiais e muita responsabilidade.

terça-feira, 14 de dezembro de 2021

Terapias integrativas promovem redução de sintomas e ampliação do bem-estar do paciente




Aliadas ao tratamento convencional, práticas como musicoterapia e acupuntura são utilizadas pela Rede São Camilo SP como suporte à saúde física, mental e emocional



Pensar na saúde de forma integrada é a premissa de um conceito que valoriza a qualidade de vida do paciente. Conforme a coordenadora do projeto de medicina integrada da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, Dra. Daniela Lima, a proposta parte da construção de uma relação mais ampla entre o paciente, médicos e equipe assistencial, com o objetivo de aliar terapias complementares ao tratamento da doença, visando cuidar do bem-estar físico, mental e emocional.

“As práticas integrativas e complementares, quando aliadas ao tratamento convencional, podem potencializar o tratamento e ajudar a aliviar os sintomas e desconfortos causados por algumas doenças”, destaca a médica.


Segundo ela, em outros países, como os Estados Unidos, há serviços estabelecidos de Saúde Integrativa em diversos Centros Hospitalares, porém, no Brasil, poucos centros hospitalares incluem as práticas como forma de cuidado ao paciente.

“Pensando nisso, o São Camilo está estabelecendo um Núcleo de Saúde Integrativa, como forma de humanizar o cuidado ao paciente e levar mais atenção, cuidado, individualização e outros arsenais terapêuticos, além do medicamentoso.”

Acupuntura e musicoterapia estão entre as atividades que fazem parte do programa na instituição, contando com especialistas em todas as unidades.



Musicoterapia

De acordo com a musicoterapeuta da Rede São Camilo SP Perola Carvalho Pereira, a prática pode contribuir para estimulação cognitiva, neurológica, da linguagem e da comunicação, bem como promover o acolhimento e elaboração de traumas, de adoecimento e luto, manejo de dores crônicas, ansiedade e depressão.

“A musicoterapia é uma profissão que se utiliza das propriedades de evocação e terapêuticas da música num processo estruturado para cuidar do ser no seu todo”, diz a especialista.

A terapeuta explica que as indicações para a atividade são bastante amplas. “É especialmente indicada para pessoas com dificuldades na comunicação, seja por algum impedimento físico, por adoecimento ou neurodiversidade, ou por questões psicológicas que dificultem as intervenções verbais.”

Para a paciente Geise, 51 anos, em tratamento de uma doença degenerativa que causa fortes dores no corpo, a experiência foi “intensa e inesquecível”. “A primeira sessão me fez chorar. Senti um bem-estar como há muito tempo não sentia, uma sensação incrível de conforto e acolhimento”, detalha.

A coordenadora do Núcleo de Saúde Integrativa ressalta que as terapias atuam como um suporte importante aos tratamentos, sempre baseados em evidências em relação à segurança e eficácia. A acupuntura, por exemplo, trabalha com as emoções, reduzindo medo, raiva e preocupações.



Acupuntura

Dr. Levi Jales Neto, reumatologista e acupunturista da Rede de Hospitais São Camilo SP, que atua no tratamento das dores osteomusculares e sintomas dos pacientes oncológicos. “Existem diversos estudos científicos que demonstraram a eficácia da acupuntura na redução das náuseas e vômitos após quimioterapia, podendo ser usada para completar a terapia antiemética padrão”, explica.

O médico frisa que a acupuntura age também no controle da dor por estímulo neural periférico e neuromodulação através do estímulo da agulha. “Na oncologia, observamos a necessidade crescente de complementar aos tratamentos do câncer um outro mais humano, que vise reduzir o sofrimento e melhorar a qualidade de vida das pessoas”, esclarece.

Dra. Daniela ressalta que a Rede conta com equipes multidisciplinares preparadas em suas unidades e pode beneficiar pacientes de todas as idades. “A musicoterapia está disponível para toda a rede de pacientes hospitalares internados, e temos também o ambulatório de acupuntura, onde o paciente pode marcar sua consulta”, finaliza. O projeto, em fase de ampliação, também prevê a implementação de atividades de meditação e Reiki.

Para agendamentos, acesse www.hospitalsaocamilosp.org.br ou ligue (11) 3172-6800.


Sobre a Rede de Hospitais São Camilo SP

Especializada na assistência em saúde baseada em valor, a Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo conta com 6 unidades, que prestam atendimentos em mais de 60 especialidades, cirurgias de alta complexidade e transplantes de medula óssea. São 3 unidades de hospital geral, 1 especializada em oncologia e 2 em reabilitação e cuidados paliativos. A Rede conta também com um Núcleo de Pesquisa Clínica que é referência no país, sendo considerado Top Recruitment - o maior recrutador de pacientes com mais de 40 estudos patrocinados na área de Oncologia.

Os hospitais privados da Rede subsidiam as atividades de cerca de 40 unidades administradas pela Sociedade Beneficente São Camilo e que atendem pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde) em 15 Estados brasileiros.

No Brasil desde 1922, a Sociedade Beneficente São Camilo, que pertence à Ordem dos Ministros dos Enfermos, foi fundada por Camilo de Lellis e conta, ainda, com 25 centros de educação, dois colégios e dois centros universitários.

Siga o Hospital São Camilo nas redes sociais: @hospitalsaocamilosp


sábado, 4 de dezembro de 2021

Inca estima 14,6 mil novos casos de linfoma no Brasil em 2021

Especialista da Rede São Camilo SP explica sintomas, diagnóstico e formas de tratamento da doença, que causou 5 mil óbitos de brasileiros somente em 2019



O termo linfoma é usado para designar vários tipos de câncer que se originam nos linfócitos, células que desempenham papel crucial no funcionamento do organismo. Ele se dissemina através do sistema linfático e da via sanguínea.

Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), a doença foi responsável por mais de 5 mil óbitos no Brasil somente em 2019. A estimativa é de que, neste ano, sejam registrados mais de 14,6 mil novos casos.

Dr. Marcelo Bellesso, hematologista coordenador da área de linfomas da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, destaca que os linfomas podem acometer qualquer parte do corpo e têm no seu diagnóstico o desafio inicial.

Cada tipo de linfoma se comporta de maneira completamente distinta, podendo fazer parte ainda de dois subgrupos: Linfoma de Hodgkin (LH) e Linfoma não Hodgkin (LNH). “Por isso, é tão importante falarmos mais a respeito, pois tanto a identificação dos sintomas como a detecção e o tratamento são bastante distintos entre si”, explica.

As diferenças estão presentes através do padrão de crescimento celular, do tipo de célula envolvida e de como a doença se manifesta. Portanto, o médico patologista, em conjunto com o hematologista, são os responsáveis por concluir o diagnóstico baseado na avaliação do paciente, combinada com a biópsia e sua complementação chamada imuno-histoquímica.

Os Linfomas de Hodgkin apresentam maior incidência entre 20 e 30 anos e após os 50 anos. Embora existam exceções, geralmente notamos aumento das ínguas (caroços) superficiais no pescoço, axilas e virilha. Por vezes, essas ínguas podem crescer dentro do tórax (mediastino), abdome ou pelve, sendo diagnosticados através de exames de imagem como o PET-CT e a Tomografia Computadorizada. As ínguas superficiais são comumente indolores.


Em relação aos Linfomas não Hodgkin, há dezenas de diversos subtipos. Eles podem se desenvolver de maneira extremamente agressiva ou de forma lenta, chamados indolentes. Além disso, podem estar presentes tanto nas ínguas (linfonodos) como em qualquer tecido do nosso organismo.

Entre os sintomas que podem ajudar a identificar o problema, Dr. Marcelo destaca a febre no final da tarde, suores noturnos excessivos, coceiras na pele, cansaço e perda de peso sem motivo aparente. Vale lembrar que estes sinais são comuns a diversas outras enfermidades, portanto, é fundamental procurar um médico para investigar a causa.

O hematologista ressalta que o diagnóstico é realizado por meio de biópsia, ou seja, análise de um tecido retirado cirurgicamente ou pela remoção de uma parte da região afetada por uma agulha grossa. Este material retirado será avaliado no laboratório pelo médico patologista determinando, então, o tipo e subtipo do linfoma e direcionando o melhor tratamento a ser realizado.

Ele reforça, ainda, que se detectado em estágio inicial, melhoram as perspectivas de resposta ao tratamento e, em muitos casos, aumentam a possibilidade de cura.

“Quando falamos sobre o tratamento, temos um arsenal de possibilidades, de acordo com o tipo de linfoma, condições do paciente, exposição a tratamento prévio, entre outros. Podemos utilizar quimioterapia, imunoterapia, inibidores de pequenas moléculas, transplante de medula óssea ou, em certos casos de linfomas indolentes, apenas a observação e seguimento clínico”, reitera Dr. Marcelo.

Por isso, finaliza o especialista, é muito importante uma excelente relação entre médico e paciente, para que todas essas dúvidas sejam muito bem esclarecidas.

Sobre a Rede de Hospitais São Camilo

Especializada na assistência em saúde baseada em valor, a Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo conta com 6 unidades, que prestam atendimentos em mais de 60 especialidades, cirurgias de alta complexidade e transplantes de medula óssea. São 3 unidades de hospital geral, 1 especializada em oncologia e 2 em reabilitação e cuidados paliativos. A Rede conta também com um Núcleo de Pesquisa Clínica que é referência no país, sendo considerado Top Recruitment - o maior recrutador de pacientes com mais de 40 estudos patrocinados na área de Oncologia.

Os hospitais privados da Rede subsidiam as atividades de cerca de 40 unidades administradas pela Sociedade Beneficente São Camilo e que atendem pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde) em 15 Estados brasileiros.

No Brasil desde 1922, a Sociedade Beneficente São Camilo, que pertence à Ordem dos Ministros dos Enfermos, foi fundada por Camilo de Lellis e conta, ainda, com 25 centros de educação, dois colégios e dois centros universitários.

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sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

Governo Federal entrega 228 moradias para famílias de baixa renda em SP


O Governo Federal entregou nesta segunda-feira, 29 de novembro, 228 moradias a famílias de baixa renda da cidade de São Paulo.

Alfredo dos Santos, secretário nacional de Habitação do Ministério do Desenvolvimento Regional, o MDR, participou da cerimônia da repasse das chaves do Residencial Tupã. Ele destacou a importância do programa Casa Verde e Amarela para garantir moradia digna à população brasileira.

“É um programa completo, abrangente e em especial focado nas parcerias com os governos locais”

O Residencial Tupã, que integra o Programa Casa Verde e Amarela, recebeu quase R$ 27 milhões de investimentos e vai beneficiar aproximadamente mil pessoas.

O empreendimento é composto por apartamentos distribuídos em três blocos de 13 andares, sendo seis unidades por andar. Além disso, conta com tem três salões de festas, playground, paisagismo, área de descanso e jogos, além de uma quadra poliesportiva e guarita.

A dona de casa Eledilce da Silva Andrade, de 36 anos, é uma das beneficiárias. Ela comemorou ter, agora, um lugar seguro para criar os cinco filhos.

“Eu tenho cinco filhos e estou muito feliz de vir pra cá com eles, em um lugar mais seguro. Nós morávamos em comunidade, é muito perigoso. Aqui vai ser melhor para criar eles, mais seguro"

Para saber mais sobre o Programa Casa Verde e Amarela e outras ações de habitação do Governo Federal, acesse mdr.gov.br.


quinta-feira, 12 de agosto de 2021

O futuro da Odontologia


Especialistas analisam mercado de trabalho para cirurgiões-dentistas

Falar sobre mercado de trabalho é sempre complexo porque cada área tem suas especificidades e, mesmo dentro de uma formação, as atuações costumam ser inúmeras. Isso não é diferente na Odontologia.

A cirurgiã-dentista, professora e membro da Comissão de Teleodontologia do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP), Ana Estela Haddad, cita uma preocupação que tem influenciado o mercado de trabalho odontológico. “Uma questão que preocupa bastante é o crescimento da graduação em Odontologia no Brasil. Em 2016, tínhamos 269 cursos. Já entre 2017 e 2020, foram autorizados 345 novos cursos de graduação em Odontologia pelo Ministério da Educação”, conta. 

Ela cita dados de um estudo que realizou com outros pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e da Universidade Estadual de Londrina (UEL) com a Associação Brasileira de Ensino Odontológico (ABENO). A análise tem total razão, pois o Brasil é o país com mais cirurgiões-dentistas do mundo! Cerca de 20% dos profissionais ao redor do globo estão em solo verde e amarelo e São Paulo é o estado com a maioria deles (mais de 100 mil), quase um terço do total dos cirurgiões-dentistas brasileiros. Por isso, mesmo com o ensino superior, os desafios para entrar nesse mercado não são poucos. 

Para Ricardo Henrique Alves da Silva, professor Doutor da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP-USP), o carro-chefe da Odontologia é o mercado clínico. “O consultório odontológico, a clínica e os demais empreendimentos de atenção e assistência à saúde ainda são os principais espaços de atuação”, afirma o cirurgião-dentista que também ministra conteúdos de orientação profissional. 

Com a graduação concluída e o registro pronto, os recém-formados podem optar por seguir a carreira clínica, como apontado por Ricardo, em uma das mais diversas especialidades de mercado, como Prótese Dentária, Ortodontia, Implantodontia e muito mais. “Os desafios vão existir, obviamente, em qualquer que seja essa escolha. Hoje, o público consumidor, que são os pacientes, é muito informado e exigente. Fora isso há a concorrência. Então é preciso conciliar esses dois lados. Para isso, é importante entender muito de Odontologia, mas também conhecer de gestão, de organização, de trabalho em equipe e dos princípios éticos que regem a profissão”, completa Ricardo. 

Outra opção é seguir carreira no setor público. “Em 2010, analisamos o perfil sociodemográfico, de formação e de atuação e identificamos que quase um terço dos cirurgiões-dentistas tinham vínculo com o serviço público naquele momento. Isso aconteceu principalmente após a criação de uma política nacional de Saúde Bucal e pela política de educação e trabalho na Saúde, a primeira ação sobre recursos humanos em Saúde na Odontologia. Foi um marco para a criação da Estação FOUSP-ABENO de Recursos Humanos em Saúde, que passou a integrar uma rede de pesquisa e valorização profissional de 22 estações de diversas universidades brasileiras”, explica Ana Estela ao citar a publicação Perfil e Tendências do Dentista no Brasil.

A expectativa é de cada vez mais oportunidades nesse mercado, ainda que ele dependa diretamente de políticas públicas, pois há urgência na demanda da população. Dados de 2019 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que menos da metade dos brasileiros haviam consultado um cirurgião-dentista nos 12 meses anteriores à pesquisa. Isso diz muito sobre a carência de atenção aos cuidados e à higiene bucal, levando essa mesma população a enfrentar graves problemas, como a perda de dentes, por exemplo. Segundo o mesmo levantamento, 34 milhões de pessoas com mais de 18 anos haviam perdido 13 ou mais de dentes, enquanto 14 milhões perderam todos eles. 

Há também o campo acadêmico, que, muitas vezes, pode ser conciliado com outra atuação. “Gosto de contar a história do meu primeiro ano da graduação, naquela época eu queria me especializar em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial, mas, no fim, acabei indo para Odontologia Legal. Além disso, sempre quis dar aulas”, recorda Ricardo. “É importante estar aberto para conhecer toda a amplitude da Odontologia. Nossa profissão é uma construção contínua. A preparação está nos bancos acadêmicos, mas ela deve continuar sempre”. 

O futuro da Odontologia

Quem está ingressando na carreira, pode se perguntar sobre o que será o futuro da Odontologia. Essa pergunta, infelizmente, não vem com fórmula mágica ou resposta concreta. Além do mais, a Covid-19 tem provocado fortes reflexos na economia como um todo e o pós-pandemia ainda é desconhecido.  

Por um lado, fragilidades são escancaradas e dificuldades de mercado se tornam maiores. Por outro, há destaque para os serviços que se tornaram mais do que essenciais, como no caso da Odontologia Hospitalar, grande aliada no combate às infecções virais provocadas pela internação de pacientes infectados. “A saúde ganha grande espaço a partir da pandemia e a Odontologia tem aí oportunidades de pensar em novas formas de inserção dos cuidados em saúde bucal, no nível individual e coletivo”, estima Ana Estela. 

Já para Ricardo é possível observar algumas tendências para entender o que pode ser mais promissor no futuro com base em fatores atuais, como o envelhecimento da população e também a alta busca por estética. “O ideal é ter uma visão de médio ou longo prazo e pensar no mercado agora. A Odontologia de 30 ou 40 anos atrás não é a mesma de hoje e não será a mesma daqui 30 ou 40 anos. Esse exercício de futurologia depende de uma análise da evolução social, técnica e científica. Tudo isso vai influenciar a Odontologia e vai refletir pra gente também”, defende.

Sobre o CROSP

O Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP) é uma autarquia federal dotada de personalidade jurídica e de direito público com a finalidade de fiscalizar e supervisionar a ética profissional em todo o Estado de São Paulo, cabendo-lhe zelar pelo perfeito desempenho ético da Odontologia e pelo prestígio e bom conceito da profissão e dos que a exercem legalmente. Hoje, o CROSP conta com mais de 145 mil profissionais inscritos. Além dos cirurgiões-dentistas, o CROSP detém competência também para fiscalizar o exercício profissional e a conduta ética dos Técnicos em Prótese Dentária, Técnicos em Saúde Bucal, Auxiliares em Saúde Bucal e Auxiliares em Prótese Dentária. Mais informações: www.crosp.org.br

sexta-feira, 6 de novembro de 2020

Máscara e cuidados da pele: Dermatologista dá dicas de como prevenir doenças


A máscara já virou acessório indispensável nas nossas vidas e não temos ideia de até quando seguiremos com essa obrigatoriedade de uso. Mas, se por um lado ela nos protege de um vírus tão perigoso, pelo outro, ela pode provocar (ou potencializar) algumas doenças na pele do rosto e lábios, principalmente para quem faz uso prolongado do equipamento de proteção.

Entre os problemas mais comuns que o uso excessivo da máscara pode causar, estão: acne, dermatite e ressecamento com rachaduras e descamação, bem comuns nos lábios. Para minimizar esses incômodos, a Dermatologista Nádia Bavoso reuniu algumas dicas práticas que podem - e devem - ser seguidas por mulheres e homens: 

Lave sempre o rosto com um sabonete suave e próprio para o seu tipo de pele e evite água mais quente. Se você tem dificuldade em lavar com água fria, opte por uma temperatura pouco acima da ambiente. Quanto mais quente a água, mais ela agride a pele que já está mais sensível; 

Hidrate muito bem o rosto e lábios pela manhã e antes de dormir. Se você já voltou à rotina de trabalho e passa o dia com a máscara, vale carregar um hidratante e reforçar ao longo do dia. Os lábios merecem uma atenção especial e pedem uma hidratação contínua ao longo do dia. Já para o rosto, uma dica: logo depois de escovar os dentes após almoço, lave o rosto só com água e já hidrate o rosto todo. Como a maioria dos homens não é muito fã de cremes, minha sugestão é investir em algo bem clássico, que absorve rápido e sem muita fragrância. As drogarias estão cheias de opções masculinas interessantes e com valor super acessível; 

Evite usar maquiagem na região que a máscara cobre, quanto menos produtos que impedem a respirabilidade da pele, melhor. Aposte em um corretivo e use e abuse das makes nos olhos; 

Não esqueça do protetor solar. Esse item é indispensável sempre e não seria diferente mesmo com as máscaras. O mercado tem uma infinidade de opções atualmente. Minha sugestão é usar um à base de água para aproveitar e já hidratar a pele. Ah!, e para as mulheres que gostam de se maquiar, vale a pena investir em um protetor com cor que não faz mal para a pele como uma base; 

Por último e não menos importante: prefira máscaras de algodão ou de tecidos que não abafem mais o local. Temos visto muitas máscaras diferentes e até com paetês e brilhos, mas não recomendo o uso desses tecidos por muitas horas, podem podem irritar ainda mais a pele. Se você quer combinar a máscara com o look, uma saída é usar a mais suave ao ao longo do dia e deixar a mais fashion para ocasiões especiais; 

Se mesmo com todos esses cuidados você perceber o surgimento de irritações, espinhas ou vermelhidão, procure um médico imediatamente. Quanto mais atrito da máscara na pele machucada, pior. E quanto antes as doenças forem identificadas, mais rápida a recuperação.

Sobre Dra. Nádia Bavoso

Dermatologista, membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), tem mestrado pela mesma instituição e faz parte do corpo docente da UNIFENAS (BH). É sócia da Clínica Eveline Bartels, uma das mais conceituadas em medicina estética de Belo Horizonte.


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quinta-feira, 5 de novembro de 2020

Como é a Vida Após Cirurgia de Prótese de Joelho?

Passar por uma cirurgia de colocação de prótese de joelho e voltar às atividades físicas é possível? Como fazer?


Dr. Samuel Lopes, Especialista Em Cirurgias Do Joelho E Traumas Do Esporte,  explica o Procedimento Pós Cirúrgico e dá Algumas Orientações.

A colocação de uma prótese de joelho é um procedimento realizado naqueles pacientes com artrose severa, seja porque é uma artrose muito avançada ou porque ela impacta muito a qualidade de vida do paciente, gerando muita dor. E nesse caso, a melhor solução é a colocação dessa prótese, ou seja, a substituição da articulação por um componente metálico que vai permitir um deslizar normal e indolor daquela articulação, permitido a movimentação, a caminhada, na maioria das vezes interrompida por causa da dor, bem como à volta das atividades do dia a dia.

Segue abaixo as orientações do Dr. Samuel Lopes, Especialista Em Cirurgias Do Joelho E Traumas Do Esporte para que você consiga ter uma vida normal pós cirurgia.

“Todo paciente que passa por um procedimento cirúrgico de colocação da prótese, tem que vencer uma série de etapas até que ele tenha uma boa recuperação. E durante esse processo de reabilitação, a fisioterapia é essencial; uma boa fisioterapia que ajude no controle da dor, na melhora da movimentação, na mobilidade do joelho e também para colocar esse paciente ativo, andando e fazendo as suas atividades normalmente, além da capacidade de assentar, de movimentar, de sentar, ou seja, fazer tudo o que ele fazia antes”.

Durante esse processo é fundamental que o fisioterapeuta trabalhe adequadamente a mobilidade, o equilíbrio, a força e a postura, de maneira que esse paciente consiga evoluir e preparar-se para as atividades.

Voltando aos Exercícios

É claro que depois de encerrado o processo de reabilitação, esse paciente não volta ao estado de repouso, de parar com as atividades, pelo contrário, é fundamental que ele continue a se exercitar, que ele faça alguma atividade física regular orientada, seja pelo fisioterapeuta ou pelo educador físico. Nesse caso pode ser qualquer atividade de sua escolha; pode ser pilates, caminhadas, musculação, desde que ele trabalhe esses pontos de força e equilíbrio.

Quanto tempo demora a recuperação?

Segundo o Dr. Samuel Lopes, podemos falar “Em uma média de 4 a 6 meses, que é o tempo médio para uma recuperação bem feita e satisfatória, mas é claro que depois a gente tem que entregar esse paciente para sua vida, afinal de contas ele operou para ficar sem dor, mas para melhorar também a sua liberdade e a sua qualidade de vida”.

Um ponto fundamental é continuar praticando atividade física. E, principalmente em se tratando do idoso, o exercício tem que ser regular, a musculatura tem que continuar a ser bem trabalhada e a gente tem que entender que tipo de atividade essa pessoa gosta de praticar e quais as melhores condições para a prática dessa atividade, com as devidas orientações e cuidados necessários para prática segura.

Ainda sobre o processo de recuperação, o Dr. Samuel Lopes continua: -“Quando a gente fala de reabilitação, um ponto é fundamental é o acompanhamento, que deve ser multidisciplinar. Então, o ortopedista, especialista em joelho, vai conduzir, mas o fisioterapeuta acompanha durante todo o processo e o educador físico também faz as suas intervenções e orientação para atividade.”

Agora para os esportistas que precisaram passar por uma prótese de joelho, a boa notícia é que, depois de avaliado e liberado pelo médico, é possível, voltar a fazer atividades físicas. Mas sem exageros! Os exercícios devem ser feitos de forma comedida. As atividades de alto impacto precisam ser evitadas para diminuir o risco de quedas e desgaste acelerado da prótese.

Entretanto, no geral os exercícios mais recomendados são:

  • Bicicleta estacionária
  • Natação
  • Golfe
  • Caminhada
  • Yoga
  • Tênis em dupla

É muito importante ter em mente que a prática de exercícios no período pós-operatório de prótese no joelho não deve visar o retorno ao esporte, mas, sim, o alívio da dor e correção de deformidades.

Alguns estudos afirmam que a volta aos esportes inclui melhoria significativa dos casos de dor, ganho de equilíbrio e força muscular, arco de movimento completo do joelho e otimização do pós-operatório.

Então, é isso. Se você tem ou terá uma prótese no joelho e quer retornar às atividades físicas, converse com seu cirurgião para que ele possa, junto com fisioterapeuta e educador físico, desenvolver o melhor cronograma de treinos para você.

O Dr. Samuel Lopes alerta sobre a necessidade de entender que cada caso é um caso e que existe a particularidade e a individualidade de cada paciente, que devem ser respeitadas, bem como o alinhamento das expectativas e dos objetivos, sempre para o bem do paciente.

Dr. Samuel Lopes

Dr. Samuel Lopes é Médico, especialista em trauma do esporte. Membro efetivo da sociedade Brasileira de Ortopedia (SBOT), Sociedade Brasileira de Cirurgia do Joelho (SBCJ) e da Sociedade Brasileira de Artroscopia e Traumatologia do Esporte.

Chefe do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Santa Casa de Juiz de Fora – MG.
Reabilitação -Tratamento – Ortopedia – Medicina Esportiva – Saúde
Site: www.drsamuellopes.com.br
Instagram:@ drsamuellopes
Canal Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCjyIdBIYxiFKYzGsm8wdbEga






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terça-feira, 3 de novembro de 2020

Número de Blefaroplastias cresce 50% com a Pandemia



Quantidade de cirurgias plásticas aumentou 30% nos últimos meses com isolamento social


Em 2018 foram registradas mais de 1 milhão 498 mil cirurgias plásticas no Brasil e mais de 969 mil procedimentos estéticos não-cirúrgicos, tornando o país o lugar onde se realiza mais intervenções estéticas em todo o mundo, segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS). Os dados também apontaram um aumento do número de pessoas entre 36 e 50 anos que fizerem plástica, correspondendo a 36,3% do total.

Neste ano, desde o início da Pandemia, o número de plásticas cresceu 30%. O fato de as pessoas terem que ficar em casa e usar máscara acabou colocando os olhos em evidência, o que estimulou muitas pessoas a fazerem cirurgias na região dos olhos e nariz. O número de blefaroplastias, - remoção do excesso de pele nas pálpebras -, aumentou 50% nos últimos meses, sendo a cirurgia mais procurada”, revela Dr. Rogério Leal, cirurgião oculoplástico, especialista em Cirurgia Estética e Reparadora das Pálpebras.

Segundo o médico, a possibilidade de combinar a cirurgia com aplicações de Botox e laser e com preenchimentos com ácido hialurônico para potencializar os resultados da intervenção vem fazendo com que as pessoas optem cada vez mais por essa associação. “Não gastar dinheiro com passeios ou viagens e poder ficar em casa, isolado, para se recuperar, fez com que muitas pessoas antecipassem a decisão de fazer uma plástica. Elas aproveitaram o momento para investir na autoestima e na possibilidade de estarem renovadas quando a Pandemia acabar”, explica o especialista.

A exposição nas redes sociais também vem contribuindo muito para o aquecimento do setor. Com o excesso de “modelos” que são referência nas redes sociais, o número de mulheres mais jovens que procuram um cirurgião vem aumentando. Elas sabem exatamente o que querem fazer e já vem para o consultório munidas de informações sobre a cirurgia. “O grau de exigência dessas pacientes é muito alto, por isso é importante que o cirurgião oriente a paciente sobre todas as possibilidades, deixando claro sobre o que pode ou não ser feito para que ela fique satisfeito com cirurgia”, alerta o médico.

“Muitas vezes a paciente quer fazer uma mudança radical e, nesses casos, é importante que ela consulte um especialista. Somente esse profissional tem capacidade de orientá-la sobre até que ponto é possível fazer essa mudança para que resultado fique natural e ela consiga se reconhecer no espelho”, finaliza.

SOBRE O DR. ROBERTO LEAL

Médico cirurgião plástico ocular Dr. Rogério Leal, especialista em Cirurgia Estética e Reparadora das Pálpebras, é membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica Ocular e da Academia Brasileira de Cirurgia Plástica da Face, realizando desde cirurgia plástica das pálpebras até tratamentos faciais a laser e peelings químicos.

Formado pela Universidade Federal do Paraná em 1996, mudou-se para São Paulo, onde concluiu sua formação em instituições respeitadas como o Hospital Brigadeiro e o IOTC, além do Detroit Medical Center, nos Estados Unidos.

Médico cirurgião plástico ocular Dr. Rogério Leal, especialista em Cirurgia Estética e Reparadora das Pálpebras, é membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica Ocular e da Academia Brasileira de Cirurgia Plástica da Face, realizando desde cirurgia plástica das pálpebras até tratamentos faciais a laser e peelings químicos.

Formado pela Universidade Federal do Paraná em 1996, mudou-se para São Paulo, onde concluiu sua formação em instituições respeitadas como o Hospital Brigadeiro e o IOTC, além do Detroit Medical Center, nos Estados Unidos.

É professor assistente do Protocolo de Peelings Químicos Palpebrais do Serviço de Cirurgia Plástica Ocular do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

Em alguns casos, para obter melhores resultados, o especialista associa cirurgia com outros procedimentos como elevação das sobrancelhas, peelings químicos, laser, preenchimentos com ácido hialurônico e transposição de gordura do próprio paciente.

Após concluir sua formação em Cirurgia Plástica Ocular, seu grande mestre, Dr. Tadeu Cvintal, o encaminhou para realizar um estágio com o renomado cirurgião plástico Dr. Pedro Vital Neto, no Hospital Albert Einstein.

Atualmente, realiza cirurgias nos Hospitais Santa Catarina e Albert Einstein, em São Paulo, no Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro, e no Hospital Union, em Curitiba.

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segunda-feira, 2 de novembro de 2020

As incertezas jurídicas causadas pelo trabalho híbrido na pós-pandemia

Bruno Régis é advogado trabalhista
 e sócio do escritório
Urbano Vitalino Advogados
A pandemia do novo coronavírus causará grande impacto nas relações trabalhistas nos próximos anos. Em março, de um dia para o outro, milhões de profissionais foram deslocados de seus postos nas respectivas empresas para o sistema de home office. A realocação, no início, era solução emergencial. Mas, com a economia retornando à normalidade de forma gradativa, muitas empresas estão vislumbrando uma alternativa permanente o trabalho em home office. Em outras ocasiões, há a possibilidade do regime híbrido, com os colaboradores dividindo suas jornadas em encontros presenciais na empresa e outros dias em casa.

Esta situação, no entanto, exige cautela por parte das empresas, uma vez que esse tipo de sistema de trabalho não é regulamentado pela atual legislação. Ainda não há nenhuma decisão do Judiciário sobre o tema, o que aumenta a incerteza sobre esse tipo de modelo de trabalho. A empresas precisarão encontrar maneiras de se resguardar. E o primeiro ponto neste sentido é anuência do trabalhador em relação ao regime a ser adotado, seja individual – o que ainda assim traz algum risco ao empregador – ou por meio de negociação coletiva, onde haverá uma maior segurança jurídica quanto à adoção desse modelo híbrido.

O regime híbrido deverá fazer parte do “novo normal”, e as empresas terão de começar a impor limites em relação às jornadas de trabalho. É o que já acontece, por exemplo, com gerentes ou mesmos trabalhadores de nível mais operacional, que têm seus e-mails e linhas telefônicas desabilitados nos horários de folga e nas férias. Por isso, o ideal é que as empresas ajam com bom senso. Se o trabalhador concorda, e se para ele é vantajoso manter o regime híbrido, a gente tem dito que a empresa faça isso com cautela, sempre com a anuência do colaborador.

Estudos já mostram que o novo formato de trabalho deve ser permanente. Uma pesquisa realizada pela empresa Robert Half em julho com 620 profissionais brasileiros aponta que 61% dos entrevistados não aceitariam proposta que não incluísse o home office, seja de forma parcial ou total. O trabalho em modalidade híbrida tende a ganhar maior adesão, em razão das vantagens financeiras que oferece ao empregador e da maior qualidade de vida que proporciona ao empregado. O regime híbrido, cedo ou tarde, terá de ser regulamentado. E, nele, a empresa não pode querer ter as vantagens do regime 100% remoto, já regulamentado pela CLT e que prevê, por exemplo, a não necessidade de submissão desses trabalhadores a um controle de suas jornadas de trabalho.

Os empregadores que optarem por adotar o chamado regime híbrido precisam mantenham o controle das horas trabalhadas pelos colaboradores inclusive nos dias de home office. Mesmo sendo híbrido o regime quanto a forma e o local em que o trabalho é executado, é aconselhável uniformizar as regras referentes ao controle de jornada. Nesse sentido, até que sobrevenha algum tipo regulamentação desse regime diferenciado, a orientação é controlar. Do contrário, as empresas que optarem por aplicar a exceção do controle de jornada nos dias de teletrabalho, estarão sujeitas a um grande passivo de horas extras pleiteáveis perante a Justiça do Trabalho.

Outro ponto que merece especial atenção por parte dos empregadores, neste caso incluindo os que optarem pelo regime de trabalho em home office durante 100% do tempo, é a ergonomia. É um aspecto que pesa muito. No estabelecimento empresarial, você consegue proporcionar um ambiente de trabalho adequado às regras ergonômicas vigentes, o que naturalmente não se aplica no modelo home office. É evidente que o melhor cenário seria a empresa ir até a casa do trabalhador, disponibilizar mesa, cadeira, iluminação adequada, etc. Na prática, contudo, é algo muito difícil – senão impossível – de ser implementado.

Há também a preocupação com eventuais acidentes laborais. Isso porque as atividades corriqueiras que podem apresentar riscos não seriam realizadas pelos profissionais em um ambiente de trabalho. Há quem defenda, e na minha opinião com bastante razoabilidade, que se a atividade for tipicamente doméstica (subir na escada para trocar uma lâmpada, esquentar água no fogão, etc.), o infortúnio não se caracterizaria como acidente de trabalho. Mas, por outro lado, se o trabalhador desenvolve, por exemplo, alguma doença osteomuscular, pode-se entender pela existência de nexo de causalidade entre o seu surgimento e a falta de um ambiente laboral ergonomicamente adequado.


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